Nova joia do Palmeiras passa a limpo carreira e conta como se reinventou na Barra Funda

Jogador de 20 anos ganhou 18 quilos desde a base e mudou características táticas para superar limitações físicas e se tornar titular do time profissional

Por Redação TMC | Atualizado em
Arthur, bola da vez no Palmeiras, passou a limpo sua carreira
(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Arthur, lateral-esquerdo de 20 anos, é a bola da vez no Palmeiras. Há pouco tempo no profissional alviverde, o defensor relembrou como foi o chamado para treinar na equipe principal pela primeira vez. O jovem estava jogando videogame quando foi avisado por Lucas Andrade, técnico do Sub-20, que iria praticar sob os olhares do português Abel Ferreira.

“É uma ansiedade, porque vem do nada e você nem espera”, relembra Arthur sobre aquele momento, em entrevista ao ge.globo, ocorrido há quase um ano. Oito meses depois, o lateral seria escalado como titular na vitória sobre o Mirassol. Abel Ferreira elogiou o jogador antes da partida. O atleta chegou ao clube paulista aos 11 anos e dedicou metade da vida ao Palmeiras.

O lateral tem contrato válido até o final de 2029. Arthur percorreu um caminho marcado por desafios físicos. O porte físico exigiu uma completa transformação em suas características como jogador. O atleta precisou reinventar seu estilo de jogo para superar limitações e conquistar espaço no time profissional comandado pelo treinador português.

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Desafios físicos e mudança de estilo

O porte físico representou o principal obstáculo na trajetória de Arthur pelas categorias de base. O atleta enfrentava dificuldades para competir com adversários mais desenvolvidos fisicamente. “Eu era magrinho, baixinho, os moleques todos maturados, então falava para minha mãe: eles estão indo para o jogo e eu não. Vinham no corpo, mais fortes, e eu não conseguia competir. Acho que senti mais”, conta.

O lateral pesava aproximadamente 50 quilos entre as categorias sub-14 e sub-15. Na primeira pesagem no profissional, a balança registrou 68 quilos. Arthur ganhou cinco quilos de massa muscular desde a chegada ao elenco principal. A evolução física acompanhou uma mudança estratégica na forma de atuar em campo.

Era magrinho, baixinho, foi minha maior dificuldade. Tive que achar outra opção: jogar a um toque. Porque no corpo, eu não ia conseguir, então era tocar e sair. Até hoje acho mais fácil e procuro me destacar dessa forma”, explica. O jogador se define como lateral ofensivo que aprecia drible, condução de bola e ataques em profundidade.

Arthur disputou quatro partidas desde então. O atleta foi titular em duas oportunidades. Abel Ferreira também elogiou publicamente o lateral durante o Campeonato Paulista. “Arthur não cruza, ele dá passe”, disse o técnico português no início do ano.

“Fiquei com um sorriso de orelha a orelha”, admite Arthur ao recordar os elogios de Abel Ferreira. O desempenho no Paulistão resultou em nova oportunidade como titular na partida contra o Mirassol. O lateral consolidou a presença no elenco profissional do clube paulista.

Sondagem da Arábia Saudita e primeiros passos no futebol

O lateral recebeu sondagens do Neom, clube da Arábia Saudita, em 2025. As negociações não avançaram. Arthur vislumbrava oportunidades no time principal do Palmeiras para 2026. A decisão de permanecer no clube se mostrou acertada com as chances recebidas nesta temporada.

Arthur foi criado em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. O lateral ganhou sua primeira bola de futebol da tia. Aos seis anos, ingressou na escolinha da Portuguesa por incentivo do pai. Cinco anos depois, aos 11 anos, chegou ao Palmeiras para iniciar sua formação na Academia de Futebol.

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A ansiedade marcou os primeiros dias no clube paulista. Arthur esperou sozinho por seis horas até o treino da base em sua primeira semana. Logo depois, ao subir para fazer teste no sub-12, o jovem viveu o primeiro susto de sua trajetória no Palmeiras.

O lateral chegou à tarde para o treino. O porteiro informou que a atividade havia sido pela manhã. Arthur pediu desculpas ao treinador e explicou que ninguém o havia avisado sobre o horário. “O treino normalmente era a tarde, só que cheguei e o porteiro disse: como assim? Tu não treinou de manhã? Pensei: nossa, já era, me lasquei, não vou nem passar.” Pedi desculpa ao treinador, ninguém me avisou. Mas naquele dia meu coração gelou, fiquei com medo. Acho que até chorei em casa”, confessa.

Evolução nas categorias de base

O jogador iniciou a carreira como ponta-direita. Arthur foi sendo recuado de posição ao longo das categorias. O lateral se tornou um dos raros atletas a avançar por todas as divisões de base até chegar ao time principal. O atleta acompanhou companheiros de base subindo ao profissional antes dele.

Arthur recebeu as primeiras oportunidades de treinar com o elenco principal na metade de 2025. O atleta completou 20 anos e ganhou a primeira chance como titular em janeiro de 2026. Abel Ferreira passou o time pela manhã do dia da partida contra o Mirassol.

O lateral ligou imediatamente para a mãe após saber da escalação. A família do jogador ficou nervosa com a notícia da estreia. “Fiquei sabendo de manhã, quando Abel passou o time, na hora meu coração… A gente foi para o campo, fez bola parada e quando saiu eu já liguei para minha mãe, falando: vou ser titular hoje.” Ela ficou toda nervosa, minha irmã e meu pai também”, conta.

O processo de adaptação ao profissional foi gradual para o lateral. Arthur chegou tímido ao elenco principal. O atleta manteve contato com jogadores que se criaram no clube, como Luighi e Allan. O lateral passou a receber conselhos de Marcos Rocha, atualmente no Grêmio.

Agustín Giay se tornou peça fundamental no processo de adaptação de Arthur ao time profissional. A relação com o jogador argentino evoluiu ao longo dos meses. No domingo anterior a 17 de março de 2026, Arthur e Giay dividiram a titularidade na nova vitória sobre o Mirassol.

Abel Ferreira destacou o trabalho de formação do clube com atletas da base. “Estamos aqui para valorizar atletas que vocês pouco conhecem e transformar em jogadores do Palmeiras”, disse o treinador português. O lateral sorri ao relembrar a trajetória desde a chegada ao clube aos 11 anos até a consolidação no time profissional.

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