Fora das quatro linhas, o presidente Osmar Stabile vem precisando lidar com as pressões devido às contratações da Mega Assessoria Operacional Ltda e da Bear Security, duas empresas de segurança que não possuem liberação da Polícia Federal e, mesmo assim, prestaram serviços ao Corinthians.
A contratação da primeira empresa rendeu um pedido de impeachment a Osmar Stabile, que está sendo apurado pela Comissão de Ética do Corinthians. Em seu primeiro mês comandando o Parque São Jorge, o funcionário Fernando José da Silva, o Nandão, abriu uma empresa para fazer a segurança do clube e dos centros de treinamento do profissional e da base, recebendo R$ 676 mil pelo serviço. Fábio Soares, diretor envolvido no caso, acabou renunciando.
Já a segunda e mais recente é a respeito do pagamento de R$ 587 mil para a empresa que faz a segurança pessoal de Osmar Stabile. “O Corinthians não paga para o Osmar Stabile, paga para o presidente do Corinthians. Em virtude de tudo que tem acontecido no Corinthians, existe essa necessidade do presidente ser cuidado para que não aconteça nada de pior. Não adianta ver depois, temos que ver antes. O presidente precisa de segurança, sim, e eu tenho medo de acontecer algo“, disse em entrevista exclusiva ao programa da TMC Papo de Craque 2º Tempo.
“Essa segurança é VIP. O presidente escolhe quem ele quiser para ser seu segurança. Essas pessoas são de confiança, então entendi que deveria continuar com essa empresa e vou continuar“, compleou.
Osmar Stabile ainda defendeu que a Bear Security está em conformidade com a lei. “A empresa está regular. Ela está prestando serviço para o presidente do Corinthians, não para o Osmar Stabile. Para isso, é preciso ter pessoas de confiança do presidente para sair à noite, ir para negociações…”, explicou – veja a entrevista completa abaixo.
“O Corinthians paga a segurança do presidente. Eu pago alimentação, combustível… a parte de segurança quem paga é o Corinthians”, concluiu.
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Ao relembrar o caso da Mega Assessoria Operacional Ltda, Osmar Stabile explicou, além de dar autoridade para Fábio Soares, também deu carta branca para os então diretores Leonardo Pantaleão e Marcelo Munhoz tocarem o Parque São Jorge.
“Dei autorização ao Fernando (José da Silva) e quem redigiu o documento foi Romeu Tuma Júnior. Fiz para ele, o Pantaleão (então diretor jurídico) e o Marcelo Munhoz (diretor de tecnologia), três pessoas que botei para me ajudar, além do presidente do Conselho. Assinei os três documentos a pedido dele (Romeu Tuma Júnior)“, explicou.
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