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Pérez diz que ser companheiro de Verstappen é o pior trabalho na F1

Piloto mexicano revelou que RBR deixou claro que projeto era voltado para o tetracampeão

Sergio Pérez, piloto mexicano de 35 anos, afirmou que ser companheiro de Max Verstappen na Red Bull Racing representa “o pior trabalho que existe na F1”. A declaração foi feita em entrevista a um podcast nesta segunda-feira (05/01), quando o piloto compartilhou detalhes sobre sua experiência na equipe austríaca entre 2021 e 2024.

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“Tínhamos equipe para dominar o esporte pelos próximos dez anos, mas infelizmente tudo acabou. Era uma equipe complicada. Ser companheiro de Max já é difícil, mas ser companheiro de Max na RBR é o pior trabalho que existe na F1. Todos se esqueceram do quão difícil é estar esse assento. Eu sabia o que me aguardava. O projeto era feito para Max”, afirmou.

Pérez revelou uma conversa franca que teve com Christian Horner, ex-chefe da RBR logo ao ingressar na equipe.

“Na primeira vez que sentei com Christian ele disse: ‘Olha, vamos correr com dois carros porque é obrigatório. Mas esse projeto foi criado para Max. Max é nosso talento’. Eu disse: ‘Não importa. Estando aqui, vou desenvolver o carro e apoiar a equipe'”, contou o mexicano.

A saída de Pérez da RBR ocorreu após desempenho abaixo do esperado em 2024. Enquanto Verstappen conquistou nove vitórias e mais um título mundial, Pérez terminou apenas em oitavo lugar no campeonato sem vencer nenhuma corrida. A equipe decidiu encerrar seu contrato mesmo após tê-lo renovado no meio daquela temporada.

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Antes, o mexicano teve momentos de destaque em 2022, quando iniciou a temporada alternando vitórias com Verstappen e quase liderou o campeonato pela primeira vez na carreira. Em 2023, conquistou o vice-campeonato com dois triunfos.

“Em 2022, por um erro, o carro ficou muito pesado; a distribuição de peso era muito à frente e mais estável, e era o que eu mais buscava”, explicou Pérez sobre seu bom desempenho inicial. “Ele não era tão ao estilo de Max, e em 2022 eu comecei a disputar o campeonato com ele, até que chegaram melhorias.”

Durante sua despedida da RBR, Pérez relatou um diálogo revelador com Horner sobre os substitutos que viriam após sua saída.

“O que você vai fazer quando não der certo com Liam?”, perguntou o mexicano. “Temos Yuki”, respondeu o chefe de equipe. Pérez insistiu: “O que vai fazer quando não funcionar com Yuki?”. A resposta foi direta: “Temos muitos pilotos”.

A instabilidade na RBR após a saída de Pérez confirmou suas preocupações. Liam Lawson, promovido para substituí-lo, permaneceu apenas duas corridas em 2025. Em seguida, Yuki Tsunoda assumiu a vaga, mas também não correspondeu às expectativas e deixou a equipe.

“Na RBR, tudo era um problema. Se era muito rápido, era um problema, porque se criava um ambiente muito tenso. Mas se era mais lento que Max, também era um problema”, afirmou o piloto sobre o ambiente interno da equipe austríaca.

Em 2026, Pérez retornará à F1 pela Cadillac, equipe americana que fará sua estreia como o 11º time do grid.

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