A Portuguesa formalizou um protesto junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) contra as decisões da arbitragem na partida contra o Paysandu. O documento foi enviado nesta quarta-feira (18/03) à comissão de arbitragem da entidade. O jogo, disputado na terça-feira (17/03) pela quarta fase da Copa do Brasil, terminou com vitória do time paraense por 3 a 2 no estádio do Canindé.
O clube paulista contesta três aspectos da atuação da equipe de arbitragem comandada por Jefferson Ferreira de Moraes. A representação questiona a validação dos dois primeiros gols marcados pelo Paysandu e o cartão vermelho aplicado ao zagueiro Eduardo Biazus. A Lusa critica ainda a ausência do árbitro de vídeo nesta etapa da competição nacional.
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A expulsão de Biazus ocorreu aos 23 minutos do segundo tempo em dividida no meio-campo. O placar marcava 2 a 1 para a Portuguesa naquele momento. Segundo a Portuguesa, os dois gols iniciais do Paysandu foram validados irregularmente. O clube alega que houve toques de mão na origem das duas jogadas.
O técnico Fábio Matias fez críticas públicas à arbitragem após a partida. Em entrevista coletiva, o treinador cobrou punição à equipe de arbitragem. Matias classificou os lances como “erros bizarros”.
“A Portuguesa SAF informa que encaminhou nesta quarta-feira (18) uma representação à comissão de arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol protestando contra a atuação da equipe de arbitragem no confronto contra o Paysandu, realizado na noite da última terça-feira (17), pela quarta fase da Copa do Brasil“, diz o comunicado oficial do clube.
O documento detalha os pontos contestados. “Em pauta os dois primeiros gols da equipe paraense, validados de maneira equivocada pela arbitragem (ambos com nítido toque de mão durante a jogada, em infração elencada na Regra de n.°12 da IFAB), além da expulsão direta, também de forma errônea, do zagueiro Eduardo Biazus”, afirma a nota.
A Portuguesa menciona a Regra número 12 da IFAB ao questionar os gols validados pela arbitragem. O clube entende que a não utilização do VAR contribuiu diretamente para as decisões tomadas em campo. A manifestação oficial considera que as decisões da arbitragem foram determinantes para o resultado da partida.
O ofício enviado à CBF vai além da contestação específica do jogo. “Além disso, o ofício encaminhado à entidade máxima do futebol brasileiro questiona a não utilização do VAR neste estágio da Copa do Brasil e solicita o uso da ferramenta nas fases iniciais da Série D do Campeonato Brasileiro”, informa o clube.
A nota oficial encerra com posicionamento institucional. “A Portuguesa SAF reforça a sua confiança nas instituições do futebol brasileiro, bem como na profissionalização da arbitragem, pautada pela atual Gestão da CBF, mas, vítima de uma sequência de erros inaceitáveis, se vê obrigada a manifestar seu descontentamento diante do enorme prejuízo causado pela eliminação na competição.”




