O presidente da Federação Real Marroquina de Futebol, Fouzi Lekjaa, surpreendeu os bastidores do futebol ao cravar o local escolhido para a final da Copa do Mundo de 2030. A declaração, veiculada pela agência EFE nesta quinta-feira (10/09), adiciona um capítulo na intensa disputa promovida nos bastidores entre as candidaturas da Espanha e do Marrocos.
Segundo o dirigente, a grande decisão da maior competição de seleções do planeta ocorrerá na província de Benslimane, localizada a 60 km de Casablanca. O local abrigará o suntuoso Estádio Hassan II, arena avaliada em US$ 12 bilhões (cerca de R$ 62 bilhões) e projetada para receber 115 mil torcedores, o que o tornará o maior estádio de futebol do mundo.
Impasse com a FIFA e o contra-ataque espanhol
Apesar do anúncio enfático da federação africana, a FIFA ainda não oficializou o local da partida decisiva e adota postura cautelosa. Em agosto, a entidade que rege o futebol mundial classificou relatos sobre uma suposta promessa do presidente Gianni Infantino ao Marrocos como “falsas e enganosas”.
Do outro lado da disputa, a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) segue pressionando nos bastidores. No início do mês, o presidente da entidade espanhola, Rafael Louzán, cobrou publicamente que a decisão ficasse no continente europeu: “A Espanha deveria sediar a final”, afirmou à imprensa local.
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Um torneio inédito em três continentes
A edição da Copa do Mundo em 2030, que comemora 100 anos do torneio, contará com um formato inédito:
- Jogos de abertura na América do Sul: Argentina, Paraguai e Uruguai receberão os três primeiros duelos como homenagem ao centenário da primeira Copa, disputada em 1930.
- Sede principal compartilhada: O restante do torneio será dividido entre Marrocos, Portugal e Espanha.
- Definição de sedes: A lista definitiva com as cidades e os estádios selecionados pela FIFA segue sem data final de homologação.




