Morreu, nesta sexta-feira (17/04), Oscar Schmidt, maior jogador da história do basquete brasileiro. Não há informações detalhadas sobre as causas do falecimento do ex-atleta de 68 anos.
Abaixo, a TMC relembra a história do jogador que marcou uma geração do basquete brasileiro e mundial.
Maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos
Oscar Schmidt detém dois recordes nos Jogos Olímpicos. Ele foi o único jogador de basquete a disputar cinco olimpíadas – Moscou-1980, Los Angeles-1984, Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996 – e fez 1.093 pontos nessas disputadas. É, com isso, o maior pontuador da história das Olimpíadas.
Natural de Natal, no Rio Grande do Norte, Oscar Schmidt teve 26 anos de carreira.
Com 49.973 pontos feitos no decorrer da carreira, o Mão Santa também é o maior pontuador da história da seleção brasileira e o segundo maior do basquete mundial – recentemente, o estadunidense LeBron James o ultrapassou.
Oscar Schmidt, o Mão Santa
Com sua qualidade arremessando a bola, Oscar Schmidt recebeu o apelido de Mão Santa. Embora agradecesse o elogio, o ex-jogador já disse que não gostava dele pois valorizava o treino e o aspecto sagrado afastava isso em partes.
Ao fim de sua carreira, o Mão Santa foi nomeado no hall da fama da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA), do Basketball Hall of Fame, dos Estados Unidos, e do Hall da Fama do Basket Itália.
Recusa à NBA e clubes que defendeu na carreira
Oscar Schmidt chegou a ser draftado pelo New Jersey Nets, da NBA, em 1984, mas negou o convite para manter-se como “amador” e seguir defendendo a seleção brasileira. Na época, a principal liga de basquete dos Estados Unidos não liberava seus atletas para representarem seus países.
No Brasil, o Mão Santa defendeu:
- Cristal
- Palmeiras
- Sírio
- América-RJ
- Corinthians
- Bandeirantes
- Mackenzie/Microcamp
- Flamengo
Já no exterior:
- Juvecaserta, da Itália
- Pavia, da Itália
- Forum/Valladolid, da Espanha
Luta contra o câncer após a aposentadoria
Em 2011, Oscar Schmidt foi diagnosticado com um câncer no cérebro e ficou tratando até 2022. O nódulo foi descoberto em maio, durante uma viagem nos Estados Unidos
No período, o basqueteiro ficou recluso enquanto fazia quimioterapia e recorria até à mediunidade para o tratamento. “Vou morrer, mas vou atirando. Não vou ficar sentado em casa. O que aparecer de tratamento eu vou fazer. Quem cura é a cabeça”, disse durante uma entrevista ao Estadão em 2015.




