Considerado um dos maiores nomes da história do basquete mundial, Oscar Schmidt construiu uma carreira marcada por recordes, decisões históricas e feitos que colocaram o Brasil no mapa do esporte.
Schmidt começou no juvenil do Palmeiras, ganhou destaque nacional ao defender Sírio e também defendeu os populares Corinthians e Flamengo. O ex-jogador declarou ter carinho especial pelos dois últimos clubes.
O Sírio conquistou o primeiro título mundial de basquete para um clube brasileiro em 1979. A decisão ocorreu no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, com lotação esgotada. Schmidt anotou 42 pontos na vitória sobre o Bosna Sarajevo, da Iugoslávia.
Passagem pela Itália e recorde de pontos
O jogador deixou o país em 1982 para atuar no basquete italiano. Schmidt defendeu o Juvecaserta entre 1982 e 1990. Depois atuou pelo Pavia até 1993. O brasileiro foi cestinha do Campeonato Italiano em sete oportunidades. O atleta estabeleceu o recorde de pontos em uma partida da competição ao marcar 66. O pai de Kobe Bryant era companheiro de equipe de Schmidt, que se tornou ídolo do futuro astro da NBA.
Decisão entre liga norte-americana e seleção
Schmidt registrou média acima de 24 pontos na Olimpíada de Los Angeles em 1984. O desempenho atraiu o interesse da NBA. O New Jersey Nets escolheu o brasileiro no draft, mas regras da época proibiam jogadores da liga de defender suas seleções nacionais. A mudança só ocorreu em 1989. O atleta decidiu continuar na Europa para poder representar o Brasil.
Maior conquista de Schmidt aconteceu nos Jogos Pan-Americanos de 1987
O Brasil derrotou os Estados Unidos em Indianápolis. O jogador marcou 46 pontos na partida. Schmidt anotou 35 deles no segundo tempo. A vitória garantiu a medalha de ouro para a seleção brasileira.
O atleta foi cestinha de uma edição olímpica com média de 42,3 pontos. Schmidt estabeleceu o recorde de pontos em uma partida dos Jogos Olímpicos ao anotar 55 contra a Espanha. A medalha olímpica não veio. O ex-jogador admite até hoje sua responsabilidade no resultado. Schmidt afirma que errou um arremesso decisivo na derrota das quartas de final contra a União Soviética por 110 a 105.
Os Estados Unidos formaram em 1992 uma equipe com Jordan, Bird, Magic Johnson e outros astros da NBA. O Brasil perdeu para o Dream Team por 127 a 83. Schmidt marcou 24 pontos no confronto.
Retorno ao basquete nacional
O jogador voltou ao Brasil em 1995 após 13 anos na Europa. Patrick Ewing, então astro do New York Knicks, participou da apresentação de Oscar no Corinthians. O atleta atuou pelo clube paulista até 1997. Schmidt e conquistou um título brasileiro pelo Corinthians.
O jogador defendeu o Flamengo entre 1999 e 2003. Schmidt conquistou os Campeonatos Cariocas de 1999 e 2002 pelo clube. O atleta jogou ao lado do filho Felipe nesse período. Nos oito anos de retorno ao país, a menor média de pontos de Schmidt em Brasileiros foi de 30,9 em 1996.
Hall da fama
A cerimônia de introdução de Schmidt no Hall da Fama do Basquete aconteceu em 2013. O evento ocorreu após a recuperação do ex-jogador do segundo câncer. Larry Bird foi o responsável por introduzir o brasileiro na cerimônia. O discurso de Schmidt durou 18 minutos. Magic Johnson, Pat Riley e Gary Payton estavam presentes no salão.
O New Jersey Nets escolheu Schmidt no draft, mas o jogador não atuou na liga norte-americana. Vinte e três anos depois, o ex-atleta recebeu homenagem do Brooklyn Nets, franquia que o recrutou. Schmidt participou do jogo das celebridades no All-Star Game de 2017 em Nova Orleans.
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