Julio Casares anunciou a renuncia ao cargo de presidente do São Paulo na tarde desta quarta-feira (21/01). O agora ex-presidente deixa o cargo depois de perder votação no Conselho Deliberativo do clube e ter seu impeachment aprovado. Harry Massis comandará o Tricolor Paulista até dezembro de 2026, quando termina o atual mandato.
A saída de Casares ocorre em meio a um processo de impeachment que estava em andamento. Em dezembro do ano passado, conselheiros do clube protocolaram um requerimento com 57 assinaturas solicitando uma reunião extraordinária para discutir o afastamento do dirigente.
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A Polícia Civil investiga possíveis irregularidades nas contas do clube e do próprio ex-presidente. Entre os pontos apurados estão depósitos que totalizam R$ 1,5 milhão nas contas pessoais de Casares e 35 operações de saque realizadas nas contas do São Paulo entre 2021 e 2025, que somam R$ 11 milhões.
O documento pedindo o impeachment foi apresentado pelo grupo de oposição “Salve o Tricolor Paulista” em 23 de dezembro de 2025. O requerimento contou também com o apoio de 13 conselheiros de grupos da situação.
A crise na gestão se intensificou após a divulgação de um áudio em que Mara Casares e Douglas Schwartzmann admitiam participação em um esquema para uso não autorizado de um camarote no Morumbis durante o show da Shakira, em fevereiro de 2025.
Casares iniciou sua gestão em 12 de dezembro de 2020, quando foi eleito para o triênio 2021-2023, sendo posteriormente reeleito para o período 2024-2026, que não completará. Durante sua administração, o São Paulo conquistou o Campeonato Paulista em 2021 com Hernán Crespo, encerrando um jejum de 16 anos no Estadual.
Em 2022, o clube foi vice-campeão tanto do Paulistão quanto da Copa Sul-Americana, com Rogério Ceni no comando técnico. No primeiro ano de seu segundo mandato, em 2024, o Tricolor venceu a Copa do Brasil com Dorival Júnior como treinador.
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Em 2025, a equipe conquistou a Supercopa do Brasil contra o Palmeiras, sob comando de Thiago Carpini. Apesar dos títulos, a situação financeira do clube piorou significativamente. A dívida do São Paulo aumentou de R$ 635 milhões em 2021 para R$ 968 milhões em 2024, um crescimento superior a R$ 330 milhões em três anos.
