Mulheres, crianças até 12 anos, idosos a partir de 60 anos e pessoas com deficiência serão os únicos torcedores permitidos na partida entre Athletico e Corinthians, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. O Furacão confirmou nesta terça-feira (10/2) a restrição de público para o confronto marcado para o dia 19 na Arena da Baixada. A medida afetará tanto torcedores locais quanto visitantes.
A limitação decorre de punição aplicada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ao clube paranaense. O tribunal converteu a perda de mando de campo em medida educativa após incidente ocorrido na temporada passada, quando torcedores athleticanos se envolveram em briga no setor visitante do estádio Couto Pereira durante clássico contra o Coritiba pela Série B.
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O Pleno do STJD manteve a decisão em sessão realizada na última sexta-feira (6/2), optando pela conversão da pena em ação socioeducativa. A corte esportiva buscou equilibrar o caráter punitivo com efeito educativo no combate à violência nos estádios.
Para assistir ao jogo na Arena da Baixada, os ingressos custarão R$ 150 (inteira) e R$ 75 (meia-entrada). O clube paranaense informou que torcedores que comparecerem vestindo a camisa do Athletico terão direito ao benefício da meia-entrada. Detalhes completos sobre a comercialização serão divulgados nos próximos dias.
A restrição de público será aplicada igualmente para torcedores do Athletico e do Corinthians. Além da limitação de acesso, o STJD também aplicou multa de R$ 15 mil ao clube paranaense como parte da punição.
Confusão que originou a punição
O incidente que motivou a sanção foi marcado por cenas de violência entre torcedores athleticanos no Couto Pereira. As imagens mostraram trocas de socos e pontapés que se prolongaram por vários minutos, ignorando o andamento da partida.
Um dos episódios mais graves envolveu um homem que, após cair durante a briga, recebeu diversos chutes enquanto estava no chão. A Polícia Militar precisou intervir para controlar a situação, mas nenhuma pessoa foi detida no momento do tumulto.
Este tipo de pena socioeducativa segue modelo já implementado anteriormente tanto pelo próprio Athletico quanto por outros clubes do futebol brasileiro.
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