A Mercedes conquistou uma dobradinha no GP da Austrália neste domingo (08/03), em Melbourne. George Russell venceu a corrida de abertura da temporada 2026 da Fórmula 1. Andrea Kimi Antonelli garantiu o segundo lugar. Charles Leclerc, da Ferrari, completou o pódio em terceiro. Gabriel Bortoleto, piloto brasileiro da Audi, terminou em nono.
A corrida marcou a estreia do novo regulamento da categoria. Russell largou da pole position, mas perdeu a liderança para Leclerc logo após a largada. O monegasco saltou da quarta para a primeira colocação antes da primeira curva. As primeiras oito voltas registraram seis trocas de liderança entre os dois pilotos.
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A equipe alemã utilizou estratégia de pit stop durante a primeira bandeira amarela da prova. Russell recuperou a ponta e administrou a vantagem até o final. Antonelli cruzou a linha de chegada a 2s974 do companheiro de equipe. Leclerc completou o pódio a 15s519 do vencedor.
Lewis Hamilton, também da Ferrari, terminou em quarto lugar, a 16s144 do líder. Lando Norris, da McLaren, ficou em quinto, a 51s741. Max Verstappen, da Red Bull, ocupou a sexta posição, a 54s617 do primeiro colocado.
Estratégia define resultado
O botão de ultrapassagem foi liberado na segunda volta. Russell ultrapassou Leclerc, mas sofreu a retaliação dois giros depois. O britânico perdeu uma oportunidade ao passar reto em uma curva. Hamilton aproveitou o erro do compatriota e encostou nele na décima volta, embora sem conseguir uma chance efetiva de ultrapassagem.
A Ferrari optou por manter seus carros na pista durante as bandeiras amarelas. A equipe convocou seus pilotos aos boxes somente a partir da volta 25. Leclerc foi o primeiro a trocar os pneus médios pelos duros. Quatro giros depois, Hamilton repetiu a estratégia do colega. A dupla cedeu a liderança para a Mercedes, que já havia completado seus pit stops obrigatórios durante a bandeira amarela.
Pelo rádio, Russell confirmou que podia chegar ao fim sem outro pit stop. No decorrer da disputa, o inglês abriu mais de 5s sobre o colega de equipe. Na volta 40, a menos de 20 para a bandeirada, sua vantagem aumentou modestamente sobre o italiano. Sobre a Ferrari, George chegou a abrir 21s em relação à escuderia. A vantagem caiu para 16s até a bandeirada.
Mercedes e Ferrari competiram com uma configuração de F1 diferente das demais equipes no grid. A equipe alemã manteve-se à frente da rival italiana ao longo da corrida.
Bandeiras amarelas interrompem prova
A corrida teve duas interrupções por quebras mecânicas. A primeira ocorreu na volta 12. A Red Bull de Isack Hadjar abandonou. Vários pilotos foram aos boxes nesse momento, incluindo Russell e Antonelli. A Ferrari optou por manter seus carros na pista, apesar das reclamações de Hamilton. Com o fim do período de safety car virtual, Leclerc aparecia em segundo lugar. Antonelli recuperou o quarto posto ao ultrapassar Arvid Lindblad no 16º giro, após o VSC.
A segunda bandeira amarela aconteceu na volta 19. Valtteri Bottas abandonou com a Cadillac perto da entrada dos boxes. O acesso ao pit lane foi fechado. As duas Ferraris permaneceram na pista. Antes do fechamento, Verstappen, Lindblad, Oliver Bearman e Bortoleto conseguiram realizar seus pit stops.
Bortoleto termina em nono
O piloto brasileiro largou em décimo lugar. Na largada, perdeu uma posição. Recuperou-se ao ultrapassar Fernando Alonso, que havia começado em 17º e ganhou sete colocações na abertura da prova.
Na volta 12, quando a Red Bull de Hadjar quebrou e provocou bandeira amarela, Bortoleto subiu para a oitava posição. O primeiro pit stop do piloto da Audi ocorreu no 19º giro, durante o abandono de Bottas. O segundo aconteceu na 34ª volta, sob outra bandeira amarela. Ambas as paradas o tiraram do top 10.
Em ambas as ocasiões, Bortoleto ultrapassou Pierre Gasly e Esteban Ocon para ocupar o nono lugar. Na penúltima volta, o brasileiro pressionou Lindblad pelo oitavo posto. Manteve a nona colocação até a bandeirada final.
Norris garante pontos para McLaren
Com a ausência de Oscar Piastri, coube a Norris pontuar para a McLaren. Sexto no início da prova, ele perdeu uma posição. Caiu mais algumas após fazer sua troca durante o abandono de Hadjar. A estratégia o alçou ao top 5 quando Bottas trouxe a segunda bandeira amarela do dia.
Norris resistiu à pressão de Verstappen. Fez um segundo pit stop no 35º giro. O inglês alcançou Verstappen para superá-lo na volta 42. Assegurou-se como o “melhor do resto” e garantiu ao menos dez pontos para a equipe inglesa.
Piastri, piloto australiano, abandonou antes mesmo do início da corrida. Ele bateu após a volta de reconhecimento e não participou da prova.
Largada movimentada
Leclerc realizou uma largada forte e tomou a ponta de Russell antes da primeira curva. Hamilton também se aproximou do rival da Mercedes, mas permaneceu em terceiro. Nos metros seguintes, o veterano foi superado por Hadjar e Lindblad. Caiu para a quinta colocação. Hamilton reagiu e ultrapassou ambos para retomar a terceira posição na pista.
Alonso, que largou em 17º, ganhou sete posições apenas na abertura da corrida.
Além da pressão de Russell, a Ferrari enfrentou Antonelli. O jovem italiano havia caído de segundo para sétimo na largada. Superou Norris, Lindblad e Hadjar para ocupar o quarto lugar na volta 6.
Classificação final
Bearman, da Haas, ficou em sétimo. Completou uma volta a menos que os líderes. Lindblad, estreante da Racing Bulls, terminou em oitavo, também com uma volta de diferença. Gasly, da Alpine, ficou em décimo, também com uma volta a menos.
Ocon, da Haas, Alexander Albon, da Williams, e Liam Lawson, da Racing Bulls, terminaram entre o 11º e 13º lugares. Todos com uma volta de atraso. Franco Colapinto, da Alpine, e Carlos Sainz, da Williams, completaram a prova com duas voltas de diferença. Sergio Pérez, da Cadillac, finalizou com três voltas a menos que os líderes.
Cinco pilotos abandonaram a corrida: Alonso (Aston Martin), Bottas (Cadillac), Hadjar (Red Bull), Piastri (McLaren) e Nico Hulkenberg (Audi). Lance Stroll, da Aston Martin, não concluiu a prova.
A próxima etapa do Mundial acontecerá em 15 de março. O GP da China no Circuito de Xangai sediará a primeira corrida sprint da temporada.




