O atacante Samuel Lino discutiu como administra a pressão diária no Flamengo em entrevista concedida ao GE nesta quarta-feira (18/02). O jogador, que chegou ao clube carioca vindo do Atlético de Madrid em 2025, deixou de ser a contratação mais cara da história do Rubro-Negro após a chegada de Lucas Paquetá.
Lino comentou sobre as expectativas geradas pelo alto valor de sua transferência no contexto brasileiro. Para o atacante, a pressão existe independentemente do montante investido em sua contratação.
Acompanhe tudo o que acontece no Brasil e no mundo: siga a TMC no WhatsApp
“É normal a pressão, a torcida querer falar (sobre o valor da contratação). Aqui no Brasil é um valor muito alto. Entendo, eles [torcedores do Flamengo] têm razão. Mas da mesma forma que eu comecei e eles falaram muito bem, também podem cobrar, depois voltar a falar bem“, afirmou o jogador durante a entrevista.
O atleta explicou que o valor da transferência não interfere em sua dedicação em campo. “O valor não entra nessa situação. Não tem peso nenhum. Entro em cada jogo para fazer o meu melhor. Independente se for a contratação mais cara ou mais barata, tentaria dar o meu melhor sempre.” “Aqui tem sempre pressão. Independentemente do valor o jogador é cobrado e pressionado. Agora esse status de contratação mais cara está com o Paquetá”, declarou.
Desde sua chegada ao Flamengo, o ponta marcou cinco gols e contribuiu com sete assistências em 38 partidas disputadas com a camisa rubro-negra. O jogador falou sobre as oscilações em seu rendimento durante este período.
“Muitas coisas às vezes acontecem e as pessoas não sabem. Não sabem da vida pessoal e muitas coisas.” “O que aconteceu é que a primeira impressão que deixei foi um caos, de estreia e tudo. Depois veio Libertadores, dois jogos com o Inter. A gente indo bem, eu também indo bem. Depois dei uma baixada nessa intensidade e, quando se joga em um clube tão grande quanto o Flamengo, as pessoas não esperam isso”, admitiu.
O atacante ressaltou que fatores externos podem influenciar o rendimento dos jogadores em campo. Ele destacou que profissionais de futebol não são “robôs” programados para manter o mesmo nível de atuação constantemente.
“Se tem um jogo pior ou passa por um momento de três, quatro jogos ruins, a cobrança vem. É normal. Não somos robôs, programados para estar sempre bem todos os dias.” “Às vezes jogamos com uma dor, com problema pessoal em casa. São coisas que querendo ou não afetam o jogo e o rendimento”, explicou.
“Ser a contratação mais cara não pesa tanto, porque quando eu estava em outro clube e não era a contratação mais cara, eu tentava dar o meu melhor igual, 100% de mim em todos os jogos, nos treinos, tudo que tratasse do meu trabalho com o clube”, seguiu.
Leia Mais: Philippe Coutinho pede rescisão de contrato com o Vasco após vaias da torcida
