A Federação Senegalesa de Futebol rejeitou a devolução da taça da Copa Africana de Nações. A decisão ocorre após a Confederação Africana de Futebol (CAF) reverter o resultado da final disputada há 58 dias. A entidade continental declarou o Marrocos campeão por W.O. e determinou a transferência do título. O Senegal anunciou recurso ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) e garantiu que o troféu permanecerá em território senegalês.
A CAF estabeleceu vitória marroquina por 3 a 0 por W.O. na terça-feira (17/03). A entidade concluiu que o comportamento da seleção senegalesa durante a partida violou o Artigo 82 do regulamento da competição. O resultado original apontava triunfo senegalês por 1 a 0 na prorrogação.
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O secretário-geral da federação senegalesa, Abdoulaye Sow, afirmou que a taça não deixará o país. “A taça não sairá do país. O Senegal tem o direito e a vitória está do seu lado”, declarou Sow.
A federação divulgou nota classificando a decisão como “injusta, sem precedentes e inaceitável”. O documento acusa a CAF de comprometer a credibilidade do futebol africano. A entidade senegalesa prepara recurso formal ao CAS, com sede em Lausanne.
A final registrou episódios de tensão. A seleção senegalesa abandonou temporariamente o campo em protesto contra decisões da arbitragem. A equipe retornou posteriormente. O Senegal defendeu um pênalti e conquistou a vitória por 1 a 0 na prorrogação.
A federação marroquina apresentou queixa formal à CAF após o término da partida. A reclamação originou a investigação sobre o comportamento da equipe senegalesa durante o jogo.
Atletas da seleção do Senegal utilizaram as redes sociais para expressar contestação. O volante Idrissa Gana Gueye publicou imagem com o troféu. “Títulos e troféus são passageiros. O que importa é que o povo permaneça digno”, escreveu Gueye.
O lateral El Hadji Malick Diouf também se manifestou. “O troféu se ganha em campo, não por e-mail”, afirmou Diouf. Outros jogadores compartilharam fotografias com a taça acompanhadas de mensagens de contestação.
O Marrocos é oficialmente reconhecido pela CAF como campeão da Copa Africana de Nações. O Senegal mantém a posse física do troféu. O impasse entre as federações e a entidade continental deve se prolongar nos tribunais esportivos. O recurso senegalês ao CAS aguarda julgamento.




