O presidente do Vasco, Pedrinho, confirmou que as negociações para venda da SAF do clube estão em fase avançada com um investidor. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (14/01) durante entrevista à ESPN. O interessado é Marcos Faria Lamacchia, filho de José Lamacchia, proprietário da Crefisa e marido de Leila Pereira, presidente do Palmeiras.
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As conversas com Lamacchia já passaram por quatro etapas de avaliação, representando o maior avanço nas tratativas desde que o clube retomou o controle da 777 Partners em maio de 2024.
“O desejo por investidor é grande e cuidadoso para que seja um investidor responsável com a instituição. É difícil cravar (quando acontecerá), mas são conversas boas. Bem adiantadas com relação a outros NDAs (acordos de confidencialidade) assinados e que pararam bem no começo”, explicou Pedrinho durante a entrevista.
Marcos Lamacchia integra uma família com forte presença no sistema financeiro brasileiro. Ele é filho de José Lamacchia com uma das cinco herdeiras do banqueiro Aloysio de Andrade Faria, fundador do banco Real, que faleceu em 2020.
Apesar dos laços familiares com figuras conhecidas do futebol brasileiro, Marcos mantém discrição em suas aparições públicas. Seus negócios são administrados separadamente das empresas do pai e, por consequência, das atividades de Leila Pereira.
José Lamacchia tem participado diretamente das conversas com a diretoria vascaína no Rio de Janeiro. Seu envolvimento abrange desde as ações que culminaram na saída da 777 Partners até o processo de homologação da recuperação judicial do clube.
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A composição acionária da SAF do Vasco está distribuída da seguinte forma:
- 30% pertencem ao clube associativo
- 31% estão sob controle da 777 Partners, adquiridos por meio de aportes desde 2022
- 39% encontram-se em discussão em processo de arbitragem
Pedrinho demonstrou confiança na resolução da situação com a A-CAP, seguradora que assumiu o controle da 777 Partners e, consequentemente, detém 31% das ações da SAF vascaína.
“Com o possível investidor, a negociação é simples de acontecer. Até porque os valores que a 777 aportou são menores do que a dívida causada por eles. Acho que vai acontecer com naturalidade quando entrar o investidor”, afirmou o presidente.
O mandatário vascaíno destacou que as atuais tratativas são mais consistentes que tentativas anteriores.
“Lá atrás, o Marinakis (empresário grego) assinou o NAD e não andou em nada. Acho que foi mais jogar para a galera do que ter a intenção de investir. Não houve nada com a família Jereissati. Esse investidor agora passou a primeira fase, a segunda, a terceira e a quarta. Quer dizer que vai acontecer? Só posso afirmar quando assinar”, ponderou Pedrinho.
