Vitória questiona arbitragem contra Flamengo e pede áudios do VAR à CBF

Clube baiano protocolou representação formal na derrota por 2 a 1 na Copa do Brasil na quarta-feira

Por Redação TMC | Atualizado em
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

O Esporte Clube Vitória protocolou representação formal à Confederação Brasileira de Futebol contra a arbitragem da partida contra o Clube de Regatas Flamengo. O confronto aconteceu na quarta-feira (22/04), pela ida da quinta fase da Copa do Brasil, e terminou com vitória do time carioca por 2 a 1. O clube baiano identificou três lances que considera irregulares e solicitou acesso às gravações das conversas entre o VAR e os árbitros.

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O documento destaca três jogadas envolvendo atletas do Flamengo. O Vitória classificou as situações como “erros claros e manifestos” e afirma que todas eram “passíveis de expulsão”. O material foi enviado ao Comitê de Arbitragem da CBF nesta quinta-feira (23/04).

Clube baiano contesta três lances da partida

A primeira jogada questionada ocorreu aos dois minutos do primeiro tempo. Segundo a representação, Luiz de Araújo Guimarães Neto elevou o braço de forma deliberada, fora de disputa pela bola, e atingiu com o cotovelo o rosto de Ramon Ramos Lima. O Vitória caracteriza a ação como conduta violenta.

Aos 34 minutos do segundo tempo, Giorgian Daniel de Arrascaeta Benedetti teria atingido Ramon Ramos Lima no tornozelo de maneira temerária durante disputa pela bola. O documento ressalta que a jogada colocou em risco a integridade física do atleta do Vitória. Ramon precisou ser substituído após o lance.

O terceiro episódio aconteceu aos 39 minutos da etapa final. Saul Ñiguez teria realizado movimento adicional com o braço e atingido o rosto de Caique Gonçalves em lance sem disputa direta pela bola. O clube baiano também classifica essa ação como conduta violenta.

Especialista diverge sobre parte das contestações

PC de Oliveira, especialista em arbitragem da Globo, analisou as três jogadas no programa Troca de Passes, do Sportv, na noite de quarta-feira (22/04). Sobre o lance envolvendo Luiz Araújo e Ramon, ele afirmou: “teve choque do Luiz Araujo com Ramon. Braço normal. Movimento de jogo, sem ação ou intensidade. O jogo seguiu normalmente”.

O especialista concordou com a reclamação do Vitória no episódio entre Saúl e Caíque. “Concordo com a reclamação da torcida do Vitória. Repare o braço do Saúl. É mais que proteção. O Daronco tinha a boa imagem, mas a ação é mais que proteção. Tem gatilho. Pega o rosto do Caíque, e é uma ação para cartão vermelho. Daronco dá administrada e inverte a falta. Era lance para cartão vermelho”, declarou.

Sobre a jogada de Arrascaeta em Ramon, PC de Oliveira considerou a situação dentro da normalidade. “Normal também porque ele recebeu um tranco do Ramon. Na queda ele atingiu o Ramon, mas muito mais pelo tranco. Na queda atinge a perna do Ramon”, explicou.

Anderson Daronco, do Rio Grande do Sul, foi o árbitro principal da partida. Thiago Duarte Peixoto, de São Paulo, coordenou o VAR. Leila Naiara Moreira da Cruz, do Distrito Federal, e Michael Stanislau, do Rio Grande do Sul, atuaram como assistentes. Lucas Coelho Santos, do Rio de Janeiro, foi o quarto árbitro.

O sistema de arbitragem de vídeo não recomendou revisão em nenhuma das três jogadas questionadas pelo Vitória. A representação do clube expressa preocupação com a atuação da equipe do VAR. O documento argumenta que os lances eram passíveis de revisão, mas não houve indicação para análise em campo.

Na documentação enviada ao Comitê de Arbitragem da CBF, o Vitória sustenta que a equipe de arbitragem deixou de adotar as medidas disciplinares cabíveis. O clube identifica erro de avaliação em momentos decisivos da partida.

A representação ressalta que a ausência de sanção adequada comprometeu a observância das regras do jogo e a proteção à integridade física dos atletas. O Vitória considera que houve falha na utilização do protocolo do VAR, especialmente em situações envolvendo possível conduta violenta e aplicação de cartão vermelho.

O clube baiano solicita formalmente as gravações dos diálogos entre os membros da equipe do VAR e a arbitragem de campo. Pede também as imagens utilizadas para análise nos três lances contestados. A documentação classifica as jogadas como “Cotovelada” do atleta Luiz Araújo no atleta Ramon aos dois minutos do primeiro tempo, “Pisão” do atleta Arrascaeta no atleta Ramon aos 34 minutos do segundo tempo e “Cotovelada” do atleta Saul no atleta Caíque aos 39 minutos do segundo tempo.

O Esporte Clube Vitória aguarda posicionamento da Confederação Brasileira de Futebol sobre os questionamentos apresentados. O clube também enviou ofício a Ricardo Nonato Macedo de Lima, presidente da Federação Bahiana de Futebol, com cópia para Rodrigo Cintra, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.

Leia mais: Pedro lidera Flamengo em triunfo sobre o Vitória pela Copa do Brasil

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