A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou posicionamento sobre alterações na jornada de trabalho dos brasileiros. A entidade defende que qualquer mudança seja conduzida com “responsabilidade e previsibilidade”.
O documento foi publicado nesta quinta-feira (19/02). Nele, a confederação argumenta que o setor de transporte possui características específicas que precisam ser consideradas. A atividade é essencial e funciona 24 horas por dia.
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Pesquisas realizadas pelo Sistema Transporte indicam escassez de motoristas e profissionais de manutenção no transporte rodoviário de cargas. O transporte urbano de passageiros também enfrenta dificuldades na contratação de profissionais.
A CNT alerta que uma redução de jornada sem reposição de trabalhadores pode agravar impactos operacionais e de custos no setor. A entidade também advertiu para possíveis reflexos fiscais caso a medida alcance o setor público e exija novas contratações.
A confederação colocou-se à disposição para contribuir tecnicamente com o Congresso Nacional e o governo federal nas discussões sobre o tema. A entidade defende que eventuais mudanças sejam tratadas por meio de negociação coletiva, respeitando as especificidades de cada segmento.
A manifestação da CNT ocorre em meio ao debate nacional sobre o possível fim da escala 6×1. A discussão envolve o Congresso Nacional e o governo federal.
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