A conta de luz residencial deve subir novamente acima da inflação durante 2026. Segundo consultorias do setor elétrico, essa projeção tarifária gira em torno de 7%. Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estimado beira 4%, o encarecimento energético manterá patamares elevados aos consumidores.
Anteriormente, especialistas previam um reajuste menor para o próximo ciclo anual. Contudo, revisões recentes elevaram esse índice até quase 8% em determinadas análises. O cenário se assemelha ao desempenho registrado no período passado, quando a elevação atingiu marca de 7,1%.
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A piora nas condições hidrológicas fundamenta a pressão tarifária atual. Com chuvas abaixo da média histórica, a disponibilidade hídrica diminui drasticamente. Consequentemente, o custo necessário para adquirir eletricidade gerada em usinas passa a sofrer uma elevação significativa.
Para preservar reservatórios, o governo aciona térmicas, mesmo em meses tradicionalmente chuvosos. Essa estratégia encarece a geração energética e impacta, diretamente, o valor final faturado mensalmente.
Encargos e subsídios
Encargos e subsídios também exercem peso preponderante na composição dos preços brasileiros. Recentemente, essas cobranças saltaram de R$ 31 bilhões para 41 bilhões em um ano.
Situação do Norte e Nordeste
Consumidores das regiões Norte e Nordeste podem ter algum alívio financeiro específico, onde a energia elétrica é mais cara. Uma medida provisória deve destinar entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões para abater tarifas nessas localidades. A regulamentação técnica da Aneel definirá como esses recursos serão aplicados no boleto.
A expectativa de melhoria depende agora da intensificação das precipitações futuras. Caso o regime hídrico melhore, haverá possibilidade para mitigar os reajustes projetados.
