Empresas distribuidoras de combustíveis já começaram a comunicar aos clientes que a Petrobras pretende reajustar o QAV (querosene de aviação) em 54,63% a partir do dia 1° de abril. Os contratos de fornecimento de QAV da estatal são reajustados mensalmente, com uma fórmula mais rígida, sem a discricionariedade da precificação da gasolina e do diesel.
Há chances, contudo, de a alta ser menor. Segundo apurou a Agência iNFRA, a Petrobras estuda uma forma de escalonar o repasse do reajuste. Ainda em avaliação, essa proposta pode fazer com que o aumento em abril não seja tão significativo, mas que também não haja impacto financeiro para a estatal ao longo do tempo.
As negociações seriam diretamente nos contratos com as distribuidoras. Além disso, o MPor (Ministério de Portos e Aeroportos) já disse que pediu à Fazenda um corte de PIS/Cofins sobre o QAV e de IOF sobre as operações das aéreas, mas até agora nada foi oficialmente anunciado.
Sem qualquer medida de mitigação, um aumento na ordem de 55% já era esperado, preocupando as aéreas, já que o insumo representa cerca de um terço dos custos. A fórmula de reajuste da Petrobras considera a variação do PPI (preço de paridade de importação) para o QAV produzido no Golfo do México (EUA), fator da equação que disparou, além das variações de câmbio e frete marítimo.
Pesa, ainda, o AFRMM (Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante). A fórmula observa o comportamento dos parâmetros sempre para um mesmo intervalo, neste caso entre os dias 24 de fevereiro e 23 de março. O período abarca pelo menos três semanas inteiras da guerra no Oriente Médio.




