A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) pretende antecipar a universalização dos serviços de água e esgoto no estado. A diretoria da empresa informou nesta terça-feira (17/03) que o objetivo é concluir o processo antes de 2029, prazo estabelecido durante a privatização da companhia. O anúncio foi feito em teleconferência sobre os resultados do quarto trimestre de 2025.
O prazo de 2029 já representa uma antecipação em relação ao prazo legal para universalização das atividades, fixado em 2033. O diretor-financeiro da Sabesp, Daniel Szlak, informou que a companhia está adiantando o ciclo de investimento. A empresa tem a possibilidade de implementar neste ano projetos que antes eram esperados somente para o futuro mais distante.
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A companhia apresentou ao mercado sua estratégia de investimentos. Os recursos devem traduzir em serviços de água potável a 99% da população paulista. A coleta e tratamento de esgoto devem alcançar 90% dos paulistas. O setor vem indicando que a reforma tributária e a implementação da tarifa social sejam obstáculos para o atingimento dessas metas pelo país.
A Sabesp planeja lançar 38 projetos em 2026. A companhia entregou 32 projetos em 2025. A segunda fase do Integra Tietê terá Capex de R$ 8 bilhões. O programa visa a despoluição do rio de mesmo nome. O serviço de resiliência de água contará com R$ 2,4 bilhões.
As obras de infraestrutura no litoral norte paulista receberão R$ 500 milhões ao longo do ano. As obras no interior do estado terão investimentos de R$ 13 bilhões. Os projetos incluem a construção da interconexão Billings-Taiaçupeba. A obra liga a represa Billings, em São Bernardo do Campo, à represa Taiaçupeba, em Suzano.
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Fim de descontos para grandes usuários
A companhia levantou R$ 450 milhões em 2025 com a remoção de descontos para grandes usuários. Esses clientes consomem mais de 100 metros cúbicos de saneamento por mês. A manobra deve se estender aos contratos vigentes este ano para somarem aos ganhos do ano anterior.
Em 2024, com sua privatização, a Sabesp rescindiu centenas de “contratos de demanda firme”. Por esses contratos, a então estatal tinha uma relação comercial para abastecimento de grandes usuários, incluindo os descontos aplicados.
A Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) finalizou na segunda-feira (16/03) consulta pública sobre a nova proposta de regulamentação para o tratamento de grandes usuários da Sabesp. O tratamento para grandes usuários da Sabesp está sendo discutido na agência reguladora.
No ano passado, a Sabesp comprou o controle da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) por R$ 1,1 bilhão.
Interesse na Copasa
A Sabesp aguarda a publicação do edital de privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) para definir sua participação no leilão. O estado de Minas Gerais ainda marcará o leilão.
O diretor-presidente da Sabesp, Carlos Piani, confirmou o interesse em participar da competição pela Copasa. “Obviamente estamos interessados nessa oportunidade, mas tudo vai depender do edital e dos valores”, disse Piani. “Qual será o tipo de economia? Qual será o atrativo em termos de rentabilidade?”, questionou.
Piani acrescentou que o processo de concorrência é outro fator que pode impactar o interesse na corrida pelo controle da Copasa. Segundo Piani, o processo de desestatização da empresa mineira está no “quintal” da Sabesp, considerando que fazem “bons investimentos em boas empresas”.




