Setor aéreo enfrenta corte de 121 voos diários em junho, diz ANAC

Setor aéreo brasileiro enfrenta redução drástica na malha. Apenas duas companhias conseguiram solicitar crédito emergencial

Por
(FOTO: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

O setor de aviação comercial brasileiro enfrenta uma redução drástica na oferta de voos. Segundo dados apresentados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o país perdeu 3.538 voos em maio e a projeção para junho aponta 2.601 voos a menos.

Os números foram divulgados em audiência pública na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (21). A análise compara a malha aérea atual com a oferta registrada no fim de fevereiro, antes do início do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Siga o canal da TMC no WhatsApp e receba as últimas notícias

Queda diária chega a 121 voos em junho

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) detalhou o impacto no dia a dia dos passageiros. Em maio, a redução média foi de 93 voos por dia em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Para junho, a estimativa das companhias aéreas indica corte ainda maior: 121 voos diários a menos na malha doméstica e internacional.

Juliano Noman, presidente da Abear, destacou que as medidas anunciadas pelo governo federal até o momento não produziram efeito concreto para as empresas do setor.

Crédito emergencial não chega às companhias

Um dos principais obstáculos enfrentados pelas empresas aéreas é o acesso aos recursos do Fundo Nacional da Aviação Civil (FNAC), operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Clarissa Barros, diretora de Outorgas, Patrimônio e Políticas Regulatórias Aeroportuárias do Ministério de Portos e Aeroportos, revelou que apenas duas empresas conseguiram apresentar solicitação formal para acessar as linhas de crédito.

Segundo a diretora, as companhias aéreas precisam oferecer garantias adicionais para obter os empréstimos, o que representa uma barreira significativa em meio à crise financeira do setor.

Metodologia da ANAC

A forma de cálculo adotada pela agência reguladora considera como base a oferta de voos programada pelas empresas no final de fevereiro de 2025, período anterior ao agravamento das tensões geopolíticas que afetaram o mercado de aviação.

Luis Fernando Pimentel, gerente de Acompanhamento de Mercado da ANAC, explicou que a metodologia permite identificar a diferença entre a malha planejada e a efetivamente operada.

O deputado Felipe Carreras (PSB-PE) convocou a audiência para debater alternativas de apoio ao setor, que enfrenta uma das piores crises dos últimos anos.

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 44.060.192/0001-05