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Vibra já transfere custos extras de importação de combustíveis aos postos do país

CEO Ernesto Pousada confirma repasse de valores adicionais com diesel e gasolina importados durante apresentação de resultados do 4º trimestre de 2025

Por Redação TMC | Atualizado em
posto de combustível
Câmera Fotográfica (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A maior distribuidora de combustíveis do Brasil, a Vibra, já está transferindo aos postos revendedores os custos adicionais com importação de diesel e gasolina. O CEO da companhia, Ernesto Pousada, confirmou o repasse nesta quinta-feira (12/03) durante teleconferência com analistas.

O executivo apresentou os resultados do quarto trimestre de 2025 e garantiu que os estoques de diesel permanecem em patamares adequados.

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O aumento nos custos de importação ocorre em meio à escalada das cotações internacionais do petróleo e derivados. A alta nos preços externos persiste há 13 dias, desde o início do conflito armado no Oriente Médio. A Vibra utiliza operações de hedge (proteção cambial e de preços) para todas as compras externas de combustíveis.

Pousada explicou o mecanismo de repasse adotado pela distribuidora. “Todo esse valor que está sendo importado, esse custo a mais em que estamos incorrendo, estamos passando isso adiante como margem. Para todas as nossas importações, fazemos o hedge [proteção] e o repasse está sendo feito. Ele tem um impacto, mas que se dilui na operação porque temos um volume muito grande que vem da Petrobras [com preços estáveis até aqui]”, afirmou o executivo.

A companhia mantém volumes de diesel suficientes para atender a demanda dos clientes regulares. “Os estoques estão muito parecidos com o que estavam em meses anteriores. Na passagem de fevereiro para março, estávamos com estoques mais altos, o que garantiu que possamos atender a todos os nossos clientes habituais”, disse Pousada.

A Vibra divulgou na quarta-feira (11/03) lucro consolidado de R$ 615 milhões no período de outubro a dezembro de 2025. O segmento de combustíveis contribuiu com R$ 569 milhões do resultado. O valor representa expansão de 11% frente ao quarto trimestre de 2024.

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O CEO destacou que a distribuidora planeja avançar “gradualmente e de forma estrutural” na margem de distribuição e na participação de mercado. Pousada classificou 2025 e os meses recentes como período de “inflexão” do negócio.

A instabilidade na cadeia de abastecimento leva postos revendedores a buscarem maior segurança no fornecimento. O movimento favorece a expansão da rede de clientes da Vibra. A Petrobras mantém seus preços de venda às distribuidoras estáveis, mas a parcela importada encarece devido às cotações externas elevadas.

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