A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (7/1) um novo conjunto de diretrizes nutricionais recomendando que os norte-americanos consumam mais proteína e menos açúcar do que o sugerido anteriormente e que evitem alimentos altamente processados para alcançar uma dieta saudável.
As proteínas são encontradas em carnes, frango, ovos, cogumelos, leguminosas (feijões e lentilhas, por exemplo) e nas oleaginosas, como as castanhas e amêndoas.
A nova pirâmide nutricional é resultado mais recente da agenda “Make America Healthy Again (MAHA)” (torne a América saudável novamente) da administração Trump, nomeada em homenagem ao movimento social que apoia o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr.
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Ele e outras autoridades, incluindo a secretária de Agricultura, Brooke Rollins, implementaram metas políticas do MAHA como a restrição de vacinas infantis e a limitação do acesso a alimentos não saudáveis para pessoas que recebem vale-alimentação.
Kennedy e Rollins se comprometeram a simplificar as medidas e remover o que descreveram como influência indevida das empresas alimentícias sobre suas recomendações. As diretrizes são publicadas a cada cinco anos pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos e pelo Departamento de Agricultura.
A nova pirâmide alimentar implementa algumas mudanças prometidas por Kennedy, como a forte recomendação contra o consumo de alimentos altamente processados e com adição de açúcar. Kennedy e seus apoiadores do MAHA apontam o alto consumo de açúcar e alimentos processados na dieta norte-americana como fatores que contribuem para o aumento das taxas de doenças crônicas.
“Hoje, nosso governo declara guerra ao açúcar adicionado”, disse Kennedy em uma coletiva de imprensa na Casa Branca.
As recomendações de prioridade a frutas, legumes e grãos integrais e o limite da ingestão de gordura saturada a 10% das calorias diárias permanecem as mesmas.
Segundo Kennedy, a adesão às diretrizes tem o potencial de reduzir o custo da assistência médica. A acessibilidade do sistema de saúde é uma questão fundamental para os republicanos, que se preparam para as eleições de meio de mandato de 2026.
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Por Reuters
