Por Rodolfo Simões
O câncer de pele é o tumor mais comum no Brasil, representando cerca de 30% de todos os casos de câncer no país e tendo mais de 220 mil estimativas de novos diagnósticos por ano entre 2023 e 2025. Grande parte desses casos está associada à exposição excessiva aos raios ultravioleta (UV) do sol — especialmente sem proteção adequada — e pode ser evitada com cuidados simples no dia a dia.
Acompanhe tudo o que acontece no Brasil e no mundo: siga a TMC no WhatsApp
Crianças e idosos, em especial, merecem atenção redobrada quando expostos ao sol. A pele desses grupos é mais sensível, e os riscos de desidratação, insolação e queimadura aumentam — sinais como boca seca, sonolência excessiva, irritabilidade, urina escura, pele muito quente e mal-estar devem servir de alerta para interromper a exposição e buscar um local fresco, além de hidratar com água. Segundo o dermatologista Dr. Fábio Gontijo, estes sintomas exigem cuidado imediato e evitam descompensações mais graves.
Ele também reforça que jamais se deve ficar exposto ao sol entre 10h e 16h, período em que a radiação UV é mais intensa; crianças e idosos, em especial, devem evitar este tipo de exposição prolongada.
Protetor solar: como usar corretamente
O protetor solar é um dos maiores aliados na prevenção contra os efeitos nocivos do sol — incluindo o câncer de pele. Para o verão e dias de alta radiação, o dermatologista Fábio Gontijo recomenda a escolha de um Fator de Proteção Solar (FPS) 50, porque a maioria das pessoas acaba aplicando menos produto do que o necessário, na prática, o que reduz a proteção efetiva. Nesse caso, um FPS 50 ainda pode funcionar como FPS 30, na prática, e oferecer mais segurança.
Para crianças, a recomendação é usar fórmulas infantis, que são menos irritativas e mais adequadas para a pele delicada dos pequenos.
Reaplicação e atenção aos detalhes
Mesmo os protetores “resistentes à água” devem ser reaplicados logo após sair do mar ou da piscina — o termo não significa proteção contínua após o contato com a água, mas sim proteção enquanto a pessoa está nela, explica o Dr. Gontijo. Reaplique o protetor a cada 4 horas, e sempre após o banho de mar ou piscina.
Não esqueça de áreas frequentemente ignoradas como:
- Orelhas
- Nuca
- Dorso dos pés
Proteção extra para lábios e olhos
Os lábios também precisam de proteção — use um protetor labial com FPS.
Para os olhos, é fundamental usar óculos de sol com proteção UVB, preferindo modelos originais e certificados, já que muitos óculos falsificados não oferecem proteção adequada contra os raios ultravioleta.
Tipos de filtro solar: físico x químico
- Filtro físico: ideal para peles sensíveis, pois cria uma barreira que reflete a luz solar.
- Filtro químico: tem textura mais leve e espalha melhor, mas pode irritar peles sensíveis — por isso, teste antes de usar.
O mais importante, como ressalta o Dr. Fábio Gontijo, é usar o protetor solar todos os dias — mesmo em dias nublados ou com menor incidência de sol, a radiação UV continua presente.
