A atriz Suzana Alves, que ficou famosa como Tiazinha, compartilhou memórias de sua participação como rainha de bateria no Carnaval de 1999 e expressou críticas à festividade.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (18/02), quando a ex-modelo, hoje evangélica, refletiu sobre sua trajetória no Sambódromo da Marquês de Sapucaí e sua posterior transformação espiritual.
Acompanhe tudo o que acontece no Brasil e no mundo: siga a TMC no WhatsApp
Em 16 de fevereiro de 1999, Suzana desfilou pela escola de samba Tradição, gerando grande repercussão. “A Avenida parou”, afirmou ela sobre o impacto de sua presença, que segundo seu relato, causou tanto alvoroço que a agremiação perdeu pontos e acabou rebaixada, apesar da visibilidade internacional obtida com o evento.
“Eu me tornei um ícone nacional”, declarou Suzana ao recordar aquele período. Ela descreveu a experiência como rainha de bateria e posteriormente no alto de um carro alegórico como algo “intenso, magnético, sedutor”. Embora tenha reconhecido que “é gostoso”, ponderou que “as coisas da carne” estimulam o desejo e alimentam o ego.
A ex-Tiazinha revelou que o período de notoriedade trouxe impactos emocionais significativos. Segundo ela, passou noites “vivendo de pesadelos” naquela época.
Citando um trecho bíblico, afirmou: “há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte”. Em sua análise, complementou que “o que parece vida pode ser ilusão. Liberdade pode ser prisão”.
Suzana passou por uma transformação espiritual ao longo dos últimos 21 anos. Ela afirmou que existe “uma batalha espiritual” e que “o mal não se apresenta assustador”. “Ele se apresenta prazeroso. Ele oferece brilho. Ele oferece aplausos”, explicou.
Leia mais: Apuração do Carnaval 2026 do Rio: samba-enredo será critério de desempate
Nova perspectiva de vida
Atualmente, Suzana afirma preferir “a paz no espírito” ao “frio na barriga do palco”. A mudança de visão também alterou sua forma de influenciar as pessoas. Na legenda de sua publicação, declarou que, se antes influenciava “com a imagem que o mundo aplaudia”, agora escolhe influenciar “com a verdade que transforma”.
“Eu escolho a paz. Eu escolho ser antiquada. Eu escolho viver em conserva”, afirmou Suzana. A expressão “em conserva” mencionada por ela ganhou destaque recentemente após o desfile da Acadêmicos de Niterói, que apresentou a fantasia “família em conserva”, representando famílias conservadoras dentro de latas.
