Gordura no fígado? Veja 2 peixes fáceis de encontrar para adicionar na dieta

Esses peixes podem contribuir para melhorar a função do fígado e reduzir inflamações

Por Agência JAGR | Atualizado em
Um peixe cortado em uma mesa com pão e laranja.
Esses 2 peixes podem contribuir para melhorar a função do fígado e reduzir inflamações. (Foto Freepik)

A gordura no fígado, também conhecida como esteatose hepática, caracteriza-se pelo acúmulo de gordura, de pelo menos 5%, em células hepáticas. Essas células do fígado são responsáveis por filtrar toxinas, ajudar na digestão e armazenar glicose, dando energia.

Se a esteatose hepática não for tratada corretamente, pode evoluir para cirrose, esteato-hepatite ou, até mesmo, câncer. Entretanto, a gordura no fígado é completamente reversível com boa alimentação e prática de exercícios. E, claro, entre a melhora da dieta estão esses dois peixes: salmão e sardinha.

Isso porque peixes como sardinha e salmão podem desempenhar um papel importante na saúde do fígado, sobretudo na redução do acúmulo de gordura no órgão. É o que indica um estudo observacional realizado com adultos da região do Mediterrâneo, que investigou a relação entre alimentação e esteatose hepática.

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O papel do ômega-3 na saúde do fígado

A pesquisa da Nutrihep analisou dados de 1.297 participantes, que passaram por exames de imagem, como ultrassonografia, além de responderem questionários sobre hábitos de vida, principalmente em questão de consumo alimentar. Os resultados mostraram que pessoas que incluíam com mais frequência esses peixes na dieta apresentaram menores níveis de gordura no fígado.

A explicação é simples: sardinha e salmão são fontes conhecidas de ômega-3, um tipo de gordura considerada benéfica para o organismo. Ele tem ação anti-inflamatória e está associado a diversos efeitos positivos, como a proteção das células do fígado.

Entre os principais componentes do ômega-3 estão o EPA (ácido eicosapentaenoico) e o DHA (ácido docosahexaenoico). O primeiro está frequentemente relacionado à saúde cardiovascular, enquanto o segundo tem impacto importante no funcionamento do cérebro. Ambos ajudam a reduzir processos inflamatórios, que podem estar ligados ao desenvolvimento de doenças hepáticas.

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Alimentação sozinha não resolve o problema

Vale ressaltar que apesar dos resultados positivos, especialistas da área reforçam que não existe um alimento isolado capaz de prevenir ou tratar a gordura no fígado. Isso porque o controle da esteatose hepática depende de um conjunto de fatores.

Entre eles estão a manutenção de uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física, o controle do peso corporal e a adoção de hábitos saudáveis no dia a dia. Ou seja, incluir sardinha e salmão na dieta pode ajudar, mas não substitui um estilo de vida adequado.

Como prevenir a gordura no fígado no dia a dia

Evitar que a gordura no fígado chegue ou ultrapasse os 5% parece fácil, mas não é. Por conta dos diversos alimentos ultraprocessados que existem atualmente e seus efeitos no cérebro, como a liberação de dopamina. A combinação de açúcar, gordura e sal ativam o sistema de recompensa no nosso corpo.

Por isso, manter uma rotina equilibrada, com refeições ricas em nutrientes, baixo consumo de ultraprocessados e controle da ingestão de açúcar e álcool é de suma importância para preservar a saúde hepática.

Além disso, a prática regular de exercícios físicos também desempenha um papel importante, pois ajuda a reduzir o acúmulo de gordura no organismo e melhorar o metabolismo. Pequenas mudanças, como aumentar o consumo de alimentos naturais, manter-se hidratado e evitar o sedentarismo, já podem trazer impactos positivos.

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