Arthur Igreja
Arthur Igreja Mais sobre o autor

Arthur Igreja é especialista em Tecnologia e Inovação. TEDx speaker e autor do livro “Conveniência é o Nome do Negócio”. Certificações executivas em Harvard e Cambridge. Atuação profissional em mais de 25 países. Anualmente, ministra mais de 150 palestras no Brasil, América do Sul, EUA e Europa. Ele é Masters em International Business pela Georgetown University (EUA), Masters of Business Administration pela ESADE (Espanha) e Mestrado Executivo em Gestão Empresarial pela FGV. Pós-MBA e MBA pela FGV.

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Movimento anti-wellness cresce como resposta ao cansaço digital

Jovens abandonam estética perfeita e monitoramento extremo de saúde

Por Arthur Igreja | Atualizado em
(Foto: Freepik)

Na coluna de hoje, eu destaco um aspecto muito interessante envolvendo comportamento e tecnologia, que é o verdadeiro movimento pendular.

O que que isso quer dizer? Quando nós temos uma tendência que parece que tomou conta da internet e da vida das pessoas, naturalmente, um tempo depois, isso se torna cansativo e nós começamos a ver sinais de comportamentos na direção oposta.

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O que tem acontecido sempre é que, especialmente na era das redes sociais, quando algo viraliza e normalmente começa com um pequeno grupo, com influenciadores, com famosos e aí a população pouco a pouco e numa velocidade crescente tenta ir também nessa direção, justamente para ter o seu momento de atenção, os seus 15 minutos ou 15 segundos de fama e capturar um pouco daquilo que se chama de Zeitgeist, o espírito do momento.

E é claro que quando todo mundo vai para aquela direção, a diferenciação se esvai e logo depois vem o cansaço.

Então isso acontece historicamente, é assim com a música, com a literatura, com as artes, com o comportamento humano em geral. Por isso que nós vemos essas idas e vindas, aquilo que se torna fora de moda, volta um tempo depois como algo que parece ser redescoberto.

E por que que eu estou falando isso? Apesar de toda a discussão recente sobre tempo de tela, o último ano em que nós tivemos o ápice do uso de redes sociais foi 2022.

Na verdade nós estamos vivendo uma queda do uso das redes sociais, especialmente entre os jovens que começam a perceber que essa versão idealizada e possivelmente artificial é impraticável e não te leva a lugar nenhum.

E agora nós começamos a ver muitas publicações com cigarros. Ele sim que virou um tabu, especialmente depois de meados dos anos 90, começa a voltar agora num chamado movimento anti-wellness, wellness de saúde, aquela vida não só de muita atividade física, nutricionismo, disciplina extrema, mas também o monitoramento tecnológico, quantos passos foram dados naquele dia, quantas calorias foram ingeridas e principalmente a pontuação no sono.

E agora nós começamos a ver uma espécie de rejeição, já que muita gente começou a perceber que isso é tremendamente difícil de ser compatibilizado com a vida real, aquilo que está longe das redes sociais.

Porque muitos também percebem que, é claro, quem consegue fazer isso, em sua maioria têm isso como principal atividade nas suas vidas.

São criadores de conteúdo, são influenciadores e aí transmitem a sensação que basta se esforçar mais e todos conseguirão fazer isso, que na verdade é uma mentira, considerando a realidade da grande parte da população.

Então é interessante notar que nós estamos vendo esse movimento, não só o anti-wellness, mas uma série de movimentos contrários àquilo que poucos meses ou anos atrás seriam exatamente as coisas mais virais nas redes sociais.

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