Segundo o Global Growth Insights, o mercado global de ervas atingiu mais de U$$1 bilhão em 2024 e ainda em 2025 é projetado que cresça em mais de U$$1.545 bilhão. A taxa de crescimento anual composta (CAGR) é de 5% entre 2023 e 2025.
Ainda segundo o estudo, o crescimento neste segmento é devido à crescente conscientização sobre saúde, preferência por bebidas sem cafeína e popularidade dos produtos de bem-estar com rótulos limpos.
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O hibisco, mais especificamente a espécie Hibiscus sabdariffa, tem se destacado como produto-chave. A planta é usada em chás medicinais e se adapta bem ao clima brasileiro.
Segundo o Ministério da Saúde, pode ser encontrada em forma de flor seca para infusão e também em cápsulas.
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Hibisco: prós e contras
Estudos da Revista Científica Multidisciplinar (RECIMA21) dizem que a planta possui grande quantidade de fito compostos e polifenóis que é antioxidante, diurético e hipotensor, além de ter ácidos orgânicos como ácido cítrico, málico e tartárico e vitaminas.
Combinados se tornam um potencializador fitoterápico para o controle de pressão, colesterol e retenção de líquidos.
Ainda de acordo com o estudo, o hibisco pode reduzir a pressão arterial, tem ação diurética, elimina líquidos, protege células contra danos oxidativos, auxilia na redução do LDL, contém antocianinas, ácidos orgânicos cítrico, málico, tartárico e vitaminas.
Além disso, também é indicado como suporte para dietas funcionais e previne doenças cardiovasculares.
Porém, a planta pode afetar os diuréticos e fármacos para pressão arterial, causando efeitos de gases, desconforto no estômago e/ou constipação.
O estudo ainda aponta que não há evidência suficiente sobre segurança e que os estudos clínicos são geralmente de curta duração.
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Quem não deve tomar chá de hibisco?
O consumo da planta não é recomendado para grávidas e lactantes, pois não há evidências sobre sua segurança nessas condições.
Também deve ser usado com cautela por pessoas que fazem uso de medicamentos diuréticos ou para pressão arterial, devido ao risco de interação.
Efeitos adversos leves, como gases, desconfortos e/ou constipação, podem ocorrer, assim como a incerteza sobre segurança do uso prolongado do hibisco.
Versatilidade da planta
O hibisco é uma das plantas mais versáteis. Segundo um estudo publicado pelo GSConlinePress (2024), as flores da planta são usadas nas indústrias alimentícia e cosmética.
Serve como corante natural, base para bebidas como suco, geleias e até mesmo para composição de extratos.
Outras plantas que possuem efeitos parecidos
Além do hibisco, também tem o dente‑de‑leão, sendo cientificamente chamado de Taraxacum officinale, usado para estimular a eliminação de líquidos e auxiliar no equilíbrio da pressão arterial.
O consumo é popular em chás e infusões, servindo como alternativa natural para quem busca complementar dietas funcionais ou fitoterápicos.
Em 2023, o PubMed destacou que o uso da planta junto a medicamentos anti-hipertensivos ou diuréticos precisa de cuidados. A mistura pode ter interações farmacológicas que alteram a eficácia ou aumentam efeitos adversos.
É necessário acompanhamento profissional para qualquer combinação de fitoterápicos com medicamentos.
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