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Acordo entre EUA e Otan sobre Groenlândia prevê exploração mineral e sistema antimíssil

Pacto anunciado por Trump enfrenta ceticismo de especialistas que consideram extração inviável devido às condições extremas e altos custos

Por Redação TMC | Atualizado em
Câmera Fotográfica (Foto: Romina Amato/Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou um acordo preliminar com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) relacionado à Groenlândia.

O pacto envolve direitos sobre minerais de terras raras e um sistema de defesa antimíssil denominado “Domo de Ouro”.

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Em entrevista à CNBC após publicação em sua rede social Truth Social, Trump confirmou a participação conjunta nos recursos minerais do território ártico. “Eles estarão envolvidos nos direitos minerais, e nós também”, declarou o presidente, referindo-se à Otan e aos EUA.

Durante sua participação no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, na quarta-feira (21/01), Trump minimizou a importância dos recursos naturais como motivação principal para o acordo.

“Todo mundo fala dos minerais. Há tantos. Não existe essa coisa de terra rara. Existe processamento raro. Mas há tanta terra rara. E para chegar a essa terra rara, é preciso atravessar centenas de metros de gelo. Não é por isso que precisamos dela. Precisamos dela para a segurança nacional estratégica dos EUA e para a segurança internacional”, afirmou.

Esta declaração contrasta com o que Mike Waltz, ex-conselheiro de segurança nacional, disse à Fox News em 2024. Na ocasião, Waltz mencionou que o foco da administração Trump no território ártico estava relacionado a “minerais críticos” e “recursos naturais”.

A Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca, localiza-se no extremo norte do planeta, acima do Círculo Polar Ártico. Cerca de 80% de sua superfície está coberta por uma camada de gelo que ultrapassa um quilômetro de espessura em diversas áreas.

As condições extremas do Ártico tornam a extração mineral na região entre cinco e dez vezes mais cara que em outras partes do mundo. Fatores como a espessa camada de gelo, longos períodos de escuridão e infraestrutura precária contribuem para estes custos elevados.

Malte Humpert, fundador e pesquisador sênior do Instituto Ártico, considera a proposta impraticável. “A ideia de transformar a Groenlândia na fábrica de terras raras dos Estados Unidos é ficção científica. É simplesmente uma loucura. Seria o mesmo que minerar na Lua. Em alguns aspectos, é pior que a Lua”, afirmou.

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