Aliados da Otan se recusam a aderir ao bloqueio de Trump no Estreito de Ormuz

Presidente dos EUA disse que os militares dos EUA trabalhariam com outros países para bloquear todo o tráfego marítimo na hidrovia

Por Redação TMC | Atualizado em
Secretário-geral da Otan, Mark Rutte fala ao microfone, com imagem de estrelas e asas ao fundo
Secretário-geral da Otan, Mark Rutte. (Foto: Kevin Lamarque /Reuters)

Os aliados dos Estados Unidos na Otan disseram na segunda-feira (13/04) que não se envolveriam no plano do presidente Donald Trump de bloquear o Estreito de Ormuz, aumentando ainda mais as tensões dentro da aliança cada vez mais frágil.

Trump disse que os militares dos EUA trabalhariam com outros países para bloquear todo o tráfego marítimo na hidrovia, depois que as negociações do fim de semana não conseguiram chegar a um acordo para encerrar o conflito de seis semanas com o Irã.

Posteriormente, as Forças Armadas dos EUA especificaram que o bloqueio, que deve começar às 11h (em Brasília) de segunda-feira, só se aplicaria a navios que se dirigissem ou partissem de portos iranianos.

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“O bloqueio começará em breve. Outros países estarão envolvidos nesse bloqueio”, disse Trump em uma publicação no Truth Social no domingo.

Mas os aliados da Otan, incluindo Reino Unido e França, disseram que não seriam arrastados para o conflito participando do bloqueio, afirmando, em vez disso, que é vital abrir a hidrovia pela qual normalmente passa um quinto do petróleo do mundo, que o Irã praticamente fechou desde o início do conflito em 28 de fevereiro.

A recusa deles em participar é mais um ponto de atrito com Trump, que ameaçou se retirar da aliança militar e está avaliando a possibilidade de retirar algumas tropas dos EUA da Europa depois que vários países resistiram a apoiar a campanha dos EUA contra o Irã, negando aos aviões militares dos EUA o uso de seu espaço aéreo.

“Não estamos apoiando o bloqueio”, disse o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, à BBC. “Minha decisão foi muito clara: qualquer que seja a pressão, e tem havido uma pressão considerável, não vamos ser arrastados para a guerra”, afirmou ele.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse aos governos europeus que Trump quer compromissos concretos em um futuro próximo para ajudar a proteger o Estreito de Ormuz, disseram diplomatas à Reuters na semana passada.

Leia mais: EUA vão bloquear Estreito de Ormuz a partir das 11h desta segunda-feira

A Otan poderia desempenhar um papel no estreito se seus 32 membros concordassem com a formação de uma missão, afirmou Rutte em 9 de abril.

Vários países europeus disseram que estão dispostos a ajudar no estreito, mas somente quando houver um fim duradouro das hostilidades e um acordo com o Irã de que seus navios não serão atacados.

A França organizará uma conferência com o Reino Unido e outros países para criar uma missão multinacional para restaurar a navegação no estreito, disse o presidente francês, Emmanuel Macron, no X na segunda-feira.

“Esta missão estritamente defensiva, distinta da dos beligerantes, será implementada assim que a situação o permitir”, declarou Macron.

Por Reuters

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