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Após visita à Turquia, papa Leão 14 promete mensagem de paz em discurso no Líbano

Líder da Igreja Católica disse que o futuro da humanidade está em risco devido ao número incomum de conflitos sangrentos pelo mundo

O papa Leão 14 partiu neste domingo (30/11) para o Líbano, onde deverá apelar à paz num país que continua a ser alvo de ataques aéreos israelenses, na segunda e última etapa da sua primeira viagem ao estrangeiro como líder da Igreja Católica.

O primeiro papa norte-americano chegará da Turquia, onde esteve em visita durante quatro dias e alertou que o futuro da humanidade estava em risco devido ao número incomum de conflitos sangrentos no mundo e condenou a violência em nome da religião.

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Leão 14 deixou Istambul na tarde deste domingo (30/11), pelo horário local, e pousa em Beirute na sequência, antes de se reunir com o presidente e o primeiro-ministro e fazer um discurso aos líderes nacionais, o segundo do papa a um governo estrangeiro.

O Líbano, que tem a maior população cristã do Oriente Médio, foi abalado pelo conflito em Gaza, quando Israel e o grupo militante muçulmano xiita libanês Hezbollah entraram em guerra, culminando em uma devastadora ofensiva israelense.

Os líderes do Líbano, que abriga 1 milhão de refugiados sírios e palestinos e também luta para se recuperar de anos de crise econômica, estão preocupados que Israel intensifique drasticamente seus ataques nos próximos meses.

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, disse na sexta-feira (28/11) que esperava que a visita do papa ajudasse a pôr fim aos ataques israelenses.

As diversas comunidades do Líbano também receberam bem a viagem papal, com o importante clérigo druso Sheikh Sami Abi al-Muna dizendo que o Líbano “precisa do vislumbre de esperança representado por esta visita”.

Papa visita cinco cidades libanesas

Leão 14, relativamente desconhecido no cenário mundial antes de se tornar papa em maio, está sendo acompanhado de perto enquanto faz seus primeiros discursos no exterior e interage pela primeira vez com pessoas fora da Itália, que é predominantemente católica.

No sábado, ele visitou a famosa Mesquita Azul de Istambul, em sua primeira visita como papa a um local de culto muçulmano. Ele tirou os sapatos em sinal de respeito, mas não rezou na mesquita como planejado, o que pareceu surpreender as autoridades do Vaticano.

O papa participou de uma liturgia cristã ortodoxa na manhã de domingo, liderada pelo Patriarca Ecumênico Bartolomeu, com sede em Istambul, líder espiritual dos 260 milhões de cristãos ortodoxos do mundo.

Em comentários durante o serviço, repleto de cantos gregos, Bartolomeu disse que o mundo “espera uma mensagem unificada de esperança dos cristãos, condenando inequivocamente a guerra e a violência”.

“Não podemos ser cúmplices do derramamento de sangue que está ocorrendo na Ucrânia e em outras partes do mundo”, disse o patriarca.

Leão 14, de 70 anos e com boa saúde, tem uma agenda lotada no Líbano, visitando cinco cidades e vilas de domingo a terça-feira, quando retornará a Roma. Ele não viajará para o sul, alvo dos ataques israelenses.

Sua agenda inclui uma oração no local da explosão química de 2020 no porto de Beirute, que matou 200 pessoas e causou bilhões de dólares em danos.

Ele também conduzirá uma missa ao ar livre na orla de Beirute e visitará um hospital psiquiátrico, uma das poucas instituições de saúde mental no Líbano, onde cuidadores e residentes aguardam ansiosamente sua chegada.

Leia mais: Primeiro-ministro de Israel, Netanyahu pede perdão em julgamento por corrupção

Por Reuters

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