A Nasa prepara os próximos passos para levar astronautas novamente à Lua com a missão Artemis II, primeiro voo tripulado do programa. A iniciativa combina um sistema de lançamento de última geração com uma trajetória cuidadosamente planejada ao redor da Terra e do satélite natural. O lançamento está previsto para as 19h24 desta quarta-feira (01/04).
O SLS: o foguete mais potente do mundo
No centro da missão está o Space Launch System (SLS), um gigante de 98 metros de altura e considerado o foguete mais poderoso já construído. O sistema reúne dois motores de combustível sólido, responsáveis por mais de 75% da força de decolagem, além de uma etapa central com hidrogênio e oxigênio líquidos que alimenta quatro motores RS-25, garantindo capacidade de gerar cerca de 39,1 meganewtons de empuxo.
O lançamento será feito a partir do Centro Espacial Kennedy, nos Estados Unidos. No topo do foguete segue a cápsula Orion, projetada para levar até quatro astronautas rumo à Lua.

A rota da missão Artemis II
As principais etapas do voo tripulado funcionam como um grande teste antes das futuras missões de pouso lunar. A missão começa com o lançamento a partir do Centro Espacial Kennedy, seguido pelo desligamento do motor principal e a separação inicial do foguete. Em seguida, ocorre a separação da cápsula Orion do estágio de propulsão, permitindo que a nave siga de forma independente.
Na sequência, a Orion entra em órbita terrestre alta, onde são realizados testes e checagens completas dos sistemas. Após essa etapa, a nave inicia o trajeto rumo à Lua, realizando um sobrevoo sem pouso, em caráter experimental.
Na fase de retorno, acontece a separação do módulo de tripulação, preparando a reentrada. A cápsula então realiza a reentrada na atmosfera da Terra e finaliza a missão com amerissagem no Oceano Pacífico.
A trajetória inclui uma ida e uma volta ao redor da Lua, formando um percurso que leva a nave ao espaço profundo antes do retorno ao planeta.

Um voo de teste decisivo
A Artemis II será a primeira missão tripulada do programa e tem como objetivo validar todos os sistemas em condições reais de voo. Diferentemente das missões históricas do Programa Apollo, o foco inicial não será o pouso, mas sim garantir segurança e eficiência para as próximas etapas.
Se bem-sucedida, a missão abrirá caminho para operações mais complexas, incluindo o retorno de astronautas à superfície lunar e a construção de uma presença humana sustentável no entorno da Lua.
O próximo passo da exploração
Com o Space Launch System e a cápsula Orion, o Programa Artemis representa mais do que uma missão isolada. Trata-se de um plano de longo prazo para transformar a Lua em base de apoio para viagens ainda mais ambiciosas — incluindo futuras missões a Marte.
- Com informações da AFP
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