Um homem armado com faca atacou policiais da Guarda Republicana no Arco do Triunfo, em Paris, nesta sexta-feira (13/2) durante a cerimônia de reacendimento da Chama no Túmulo do Soldado Desconhecido. O agressor foi morto por um dos policiais que faziam a segurança do monumento.
O presidente Emmanuel Macron classificou o episódio como um ataque terrorista de natureza islâmica.
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O ataque aconteceu quando o indivíduo tentou esfaquear um dos agentes que realizavam a guarda do local. Outro policial presente reagiu imediatamente e atirou contra o agressor, conforme relatado pelo prefeito do 8º distrito de Paris.
Segundo a imprensa local, o homem foi baleado diversas vezes e precisou ser hospitalizado em estado grave. Antes, ele conseguiu ferir levemente a mão de um policial com a faca que portava. De acordo com o site francês RTL, o homem não resistiu aos ferimentos e morreu.
As autoridades francesas acionaram o departamento antiterrorista para conduzir as investigações do caso. O gabinete do procurador nacional antiterrorismo da França, Olivier Christen, anunciou que assumiu o caso e abriu uma investigação. O governo francês confirmou, após análises iniciais, que o episódio foi um atentado terrorista.
Investigações revelaram que o agressor era residente no subúrbio de Seine-Saint-Denis, ao norte de Paris, e já era conhecido das autoridades, tendo sido submetido a medidas de controle administrativo e vigilância, sendo obrigado a comparecer diariamente a delegacias.
Segurança reforçada no monumento
O Arco do Triunfo, localizado no final da avenida Champs-Élysées, é um dos principais pontos turísticos da capital francesa. Após o incidente, as autoridades isolaram o monumento e suas imediações, interditando a passagem de pedestres e veículos na área. Por motivos de segurança, a estação de metrô Charles de Gaulle-Étoile foi fechada ao público.
A polícia francesa informou que, apesar da presença de grupos de turistas no momento do ataque, não houve registro de feridos entre os visitantes ou transeuntes.
Investigações em andamento
Até a última atualização desta reportagem, nenhuma organização terrorista havia assumido a responsabilidade pelo atentado. As autoridades francesas não divulgaram informações adicionais sobre a identidade ou motivações do autor do ataque.
O ministro do Interior, Bruno Retailleau, afirmou que os motivos do ataque ainda são desconhecidos.
Em pronunciamento sobre o ocorrido, o presidente francês Emmanuel Macron declarou: “No Arco do Triunfo, esta noite, enquanto a Chama era reacendida, um ataque terrorista teve como alvo a Guarda Republicana. Diante do terrorismo islâmico, a chama republicana sempre permanecerá acesa”.
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