Cuba já completou mais de três meses sem receber carga de combustível em meio ao bloqueio energético que os Estados Unidos impuseram à ilha.
Diante deste bloqueio imposto, o governo cubano está adotando algumas alternativas e uma delas é bastante curiosa, é justamente recorrer a algo que Donald Trump, pelo menos por enquanto, não pode bloquear: o Sol.
A ideia é ampliar o fornecimento de energia solar na ilha, tentando driblar apagões que estão sendo cada vez mais frequentes.
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Com o bloqueio naval, basicamente imposto por Donald Trump, combustível tem sido um problema muito sério na ilha. E aí a ideia do governo cubano, é de dar um crédito para que a população possa comprar então o equipamento de energia solar e abastecer a sua casa.
Existe um problema muito sério nisso. Poucos cubanos têm a capacidade de conseguir esse crédito. O salário hoje é de mais ou menos 14 dólares por mês. Então, o primeiro problema é financeiro. O segundo problema é a questão do fornecimento desses equipamentos de energia solar, principalmente os painéis.
Isso porque o bloqueio naval, econômico e financeiro imposto por Donald Trump contra ilha tem dificultado inclusive a entrada desse material em Cuba.
Mas a aposta do governo é de que isso de alguma forma possa abastecer pelo menos os pequenos negócios, os restaurantes, os bares e os mercados para que de alguma forma a atividade econômica permaneça numa ilha que hoje está sendo asfixiada pelo bloqueio.
Uma outra história curiosa, justamente decorrente disso tudo, é o fato de que o governo cubano descobriu que aqueles que conseguem finalmente o crédito, conseguem instalar o seu os seus equipamentos, estão tendo um pequeno excedente inclusive na produção de energia.
E o governo cubano agora está propondo comprar a energia excedente desses cubanos na tentativa de abastecer o resto da ilha, mas ninguém garante que isso seja suficiente nem para o abastecimento de energia e nem que haja tempo para que isso aconteça de uma forma mais generalizada antes de uma eventual ação militar dos Estados Unidos na ilha.
O Brasil tenta ajudar, já mandou remédios, existe um plano para mandar alimentos, várias toneladas de alimentos, mas também sementes para garantir uma maior autonomia na produção de alimentos em Cuba.
Mas sem dúvida nenhuma, isso tudo vai depender dos planos da Casa Branca e a eventual transformação dessa asfixia em uma ação militar que obviamente teria consequências dramáticas.