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EUA capturam petroleiro russo ligado à Venezuela após perseguição

Embarcação sancionada tentou escapar mudando nome e pintando bandeira russa no casco

A Guarda Costeira dos Estados Unidos capturou um petroleiro de bandeira russa vinculado à Venezuela após duas semanas de perseguição no oceano Atlântico. A apreensão foi anunciada pelo Comando Europeu dos EUA em suas redes sociais nesta quarta-feira (7). A embarcação, anteriormente identificada como Bella 1, havia sido sancionada pelos EUA em 2024 por integrar uma “frota paralela” que transportava petróleo ilícito venezuelano.

A operação envolveu um expressivo contingente militar americano. Dados de voo de código aberto revelam que aeronaves de vigilância P-8 foram enviadas da base aérea da RAF Mildenhall, em Suffolk, Inglaterra, para monitorar o petroleiro enquanto ele navegava ao norte, passando pela costa do Reino Unido.

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Entre 3 e 5 de janeiro, pelo menos 12 aviões C-17 americanos pousaram nas bases aéreas britânicas de Fairford e Lakenheath, muitos deles provenientes diretamente dos EUA. Caças V-22 Osprey também realizaram missões de treinamento no leste do Reino Unido a partir da base de Fairford, enquanto dois aviões de ataque AC-130 chegaram à base aérea de Mildenhall no domingo.

A primeira tentativa de apreensão ocorreu no mês passado, quando a embarcação estava próxima à Venezuela. Na ocasião, o navio conseguiu escapar após mudar de direção, impedindo o embarque das forças americanas.

Durante a perseguição, a tripulação tentou evitar a captura pintando uma bandeira russa no casco e alegando estar navegando sob proteção da Rússia. Posteriormente, a embarcação apareceu no registro oficial de navios russos com um novo nome: Marinera. O governo russo apresentou um pedido diplomático formal no mês passado exigindo que os EUA interrompessem a perseguição.

Apesar da tentativa de reivindicar status russo, o que poderia complicar legalmente a apreensão, o governo Trump não reconheceu essa condição e considerou a embarcação como apátrida, segundo duas fontes familiarizadas com o assunto informaram à CNN.

A captura faz parte das medidas implementadas pelo governo Trump para pressionar o regime venezuelano. No mês passado, o presidente americano anunciou um “bloqueio total” a petroleiros sancionados que tentassem entrar ou sair da Venezuela, como estratégia para aumentar a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro.

Leia mais: EUA admitem que “Cartel de Los Soles” não é organização criminosa

Os EUA já utilizaram Forças de Operações Especiais para interceptar petroleiros sancionados anteriormente. Em 11 de dezembro, forças americanas apoiaram uma operação da Guarda Costeira perto da costa venezuelana para apreender o Skipper, um grande petroleiro que usava falsamente a bandeira da Guiana.

O secretário de Estado Marco Rubio declarou que os EUA continuarão aplicando o bloqueio como “moeda de pressão” sobre o governo interino venezuelano, mesmo após a captura de Maduro, que foi detido pelos EUA em um complexo em Caracas na madrugada do último sábado.

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