O grupo rebelde Houthis do Iêmen disparou mísseis balísticos contra o sul de Israel nesta quarta-feira (01/04). A ação militar foi coordenada com o Irã e o Hezbollah do Líbano. As Forças Armadas de Israel informaram que trabalhavam para interceptar um míssil disparado do Iêmen em direção ao território israelense.
O porta-voz das forças Houthis, Yahya Saree, anunciou em discurso televisionado o ataque com mísseis balísticos contra território israelense. As autoridades militares israelenses confirmaram que detectaram o lançamento de míssil proveniente do Iêmen e acionaram procedimentos de interceptação.
Yahya Saree justificou a ofensiva como reação às ações militares contra o Líbano, Irã, Iraque e Palestina. O porta-voz Houthi descreveu os ataques como resposta à guerra promovida pelos Estados Unidos e por Israel.
“As Forças Armadas do Iêmen afirmam que a escalada da agressão, dos crimes e dos ataques do inimigo contra o Líbano, Irã, Iraque e Palestina só levará o Iêmen livre e orgulhoso a uma nova escalada no próximo período, até que a agressão pare e o bloqueio seja levantado”, declarou Saree.
Os rebeldes Houthis haviam ingressado no conflito do Oriente Médio no sábado (28/03). Naquela data, o grupo disparou dois mísseis em direção a Israel. Esse primeiro ataque aconteceu após um mês de ameaças feitas pelos rebeldes.
Os protagonistas da ação militar são os rebeldes Houthis do Iêmen, que contam com apoio do Irã. O alvo dos ataques foi o sul de Israel. A região do Oriente Médio é o cenário do conflito em expansão.
Não há informações sobre o resultado das tentativas de interceptação dos mísseis pelas Forças Armadas de Israel. Não foram divulgados dados sobre eventuais danos causados pelos projéteis ou vítimas decorrentes do ataque.
Yahya Saree afirmou que o Iêmen manterá seus ataques contra Israel. O porta-voz indicou que haverá “uma nova escalada no próximo período, até que a agressão pare e o bloqueio seja levantado”.
Nos dias anteriores ao ataque desta quarta-feira (01/04), os Houthis alertaram que poderiam fechar uma via marítima na entrada sul do Mar Vermelho. Essa ameaça aumenta a possibilidade de interrupções no transporte marítimo global e no fornecimento de petróleo.




