China condena redirecionamento de petróleo venezuelano para EUA

Governo chinês critica acordo de US$ 2 bilhões anunciado por Trump para importar até 50 milhões de barris que estavam retidos devido a bloqueios americanos

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)

O governo chinês condenou a decisão dos Estados Unidos de redirecionar exportações de petróleo da Venezuela para Washington, em pronunciamento oficial nesta quarta-feira (07/01). A manifestação ocorre em resposta ao anúncio feito pelo presidente americano Donald Trump sobre um acordo para importar petróleo bruto venezuelano avaliado em US$ 2 bilhões.

Trump declarou na terça-feira (06/01) que os EUA fecharam um acordo para refinar e comercializar até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano que estavam retidos no país sul-americano devido a bloqueios anteriormente impostos por Washington. A medida visa aumentar o abastecimento para os Estados Unidos, maior consumidor mundial de petróleo.

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O plano americano prevê que carregamentos originalmente destinados à China sejam redirecionados para atender aos interesses de Washington. O petróleo venezuelano estava bloqueado por restrições que haviam sido impostas pelos próprios EUA.

O Ministério das Relações Exteriores da China manifestou preocupação com a proteção dos interesses de Pequim na região. Durante coletiva de imprensa, a porta-voz Mao Ning afirmou: “Gostaria de enfatizar que os direitos e interesses legítimos da China e de outros países na Venezuela devem ser protegidos”.

A representante do governo chinês também declarou que a cooperação entre China e Venezuela “é uma cooperação entre Estados soberanos e é protegida pelo direito internacional e pelas leis de ambos os países”.

O acordo entre Washington e Caracas não especifica como será feita a compensação à China pelos carregamentos redirecionados, nem esclarece se houve consulta prévia ao governo chinês sobre esta mudança.

Com esta medida, os Estados Unidos ampliarão seu suprimento de petróleo para o mercado interno, enquanto a China poderá buscar meios diplomáticos ou legais para defender seus interesses na Venezuela.

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