O Conselho de Segurança da ONU rejeitou nesta terça-feira (07/04) uma proposta do Bahrein que previa o uso da força para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz. China e Rússia exerceram o poder de veto contra o texto. A via marítima permanece bloqueada pelo Irã desde o início do conflito com Estados Unidos e Israel.
A proposta recebeu o apoio de 11 países. Outros dois se abstiveram. Uma resolução do Conselho de Segurança exige pelo menos nove votos favoráveis e nenhum veto dos cinco membros permanentes: Reino Unido, China, França, Rússia e Estados Unidos.
O Bahrein contava com o apoio de outras nações do Golfo e de Washington. Antes da votação, o país retirou uma referência explícita à aplicação obrigatória da resolução. A estratégia buscava evitar objeções, mas não impediu o veto.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. Por essa via circulam 20% do petróleo e do gás liquefeito do planeta. A decisão de China e Rússia evidencia as divisões entre potências globais sobre a questão.
O conflito no Oriente Médio está em sua sexta semana. Países enfrentam custos crescentes de energia. A menos que o estreito seja reaberto, pode ocorrer escassez de derivados de petróleo.
O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, disse que os países do Golfo lamentam a rejeição da medida.
Donald Trump estabeleceu como prazo às 21h (de Brasília) desta terça-feira para a reabertura do estreito. O presidente americano disse que, caso não haja acordo até esse horário, “todas as pontes e todas as usinas de energia” do Irã serão destruídas a partir de 1h de quarta-feira (8/04).
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Trump vem reiterando as ameaças contra o regime iraniano devido ao fechamento de Ormuz. Na manhã desta terça-feira, ele escreveu na plataforma Truth Social que uma “civilização inteira” vai morrer em ataques americanos caso as partes não cheguem a um acordo.
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, escreveu o americano na Truth Social.




