A chuva registrada neste domingo (11) trouxe alívio parcial ao combate aos incêndios florestais que atingem a província de Chubut, na Patagônia argentina, mas o fogo segue ativo em diferentes pontos da região. Segundo autoridades locais, as chamas já consumiram cerca de 12 mil hectares e destruíram ao menos 30 residências ao longo de sete dias.
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A precipitação alcançou áreas como El Hoyo e Epuyén, além de setores do Parque Nacional Los Alerces, Patrimônio da Humanidade, onde outro foco já queimou mais de 400 hectares. Apesar da melhora momentânea, brigadistas alertam que ainda há muitos focos quentes e trabalho intenso pela frente.
O chefe do Serviço de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais de Río Negro, Orlando Báez, afirmou que a chuva atingiu “todos os incêndios de Chubut”. Já o brigadista Nelson Leal destacou que a água “ajuda a reduzir o calor e permite que as equipes se aproximem mais do perímetro para atuar com mais eficiência”.
Cerca de 600 brigadistas e oito aeronaves seguem mobilizados na operação. O governador de Chubut, Ignacio Torres, afirmou que a província enfrenta “a pior seca desde 1965” e declarou emergência ígnea, medida também adotada por Río Negro. Ele classificou o incêndio como um “ecocídio” e defendeu punição severa aos responsáveis. “Quem iniciou esse incêndio com combustível tem que receber um castigo exemplar”, disse.
As autoridades indicam que o fogo em Puerto Patriada teve origem humana, embora nenhum suspeito tenha sido identificado até o momento. Torres descartou motivações imobiliárias e afirmou que o incêndio no Parque Nacional Los Alerces foi provocado por um raio.
O Chile ofereceu apoio ao combate às chamas. O ministro das Relações Exteriores chileno, Alberto van Klaveren, manifestou solidariedade e colocou recursos à disposição, gesto agradecido pelo governo argentino.
A previsão é de novas chuvas nos próximos dias, o que pode ajudar a conter o avanço do fogo.
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