O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, acusou o Equador de bombardear território colombiano na região de fronteira entre os dois países. A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (16/03) durante reunião ministerial sobre reforma agrária. Petro solicitou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entre em contato com o presidente equatoriano Daniel Noboa.
Uma bomba lançada de avião foi encontrada na zona fronteiriça entre Colômbia e Equador. O artefato permanece ativo no local onde foi localizado. Petro mencionou a existência de um vídeo relacionado ao caso. Ele considera que o material deveria ser divulgado publicamente.
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O presidente colombiano afirmou que o ataque não foi realizado por grupos armados nem pelas forças oficiais colombianas. Petro caracterizou a situação como algo que está ocorrendo de forma incomum. As razões para o bombardeio não foram esclarecidas.
“Reforçando um pouco minha suspeita, mas é preciso investigar bem, de que estão nos bombardeando a partir do Equador, e não são os grupos armados”, declarou Petro. O presidente colombiano classificou o episódio como “estranho”.
Petro determinou a abertura de uma investigação técnica para apurar os fatos. “Temos que tomar as decisões cabíveis”, afirmou. O presidente colombiano indicou que decisões serão tomadas após a conclusão da investigação.
“Nós não queremos guerra”, declarou Petro. O presidente colombiano enfatizou que a soberania nacional deve ser respeitada.
“Tenho orgulho de ter tirado a Colômbia do perigo dos mísseis. Mas eles estão caindo por todo o mundo agora. É uma era de mísseis, uma ameaça à humanidade”, afirmou Petro.
O presidente colombiano acrescentou: “Ameaça após ameaça. Conseguimos tirar a Colômbia disso, já estavam caindo no país vizinho, mas também não temos por que ser bombardeados com armas menores — menores do ponto de vista de um míssil —, mas a soberania nacional deve ser respeitada. Então, depois da investigação técnica, para saber exatamente.”
A data exata em que a bomba foi lançada não foi especificada nas declarações. Não foram divulgadas informações sobre quem executou o bombardeio ou qual aeronave foi utilizada.




