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Conselho de Segurança da ONU debate captura de Maduro pelos EUA

Reunião emergencial discute operação militar americana que removeu presidente venezuelano do poder

O Conselho de Segurança das Nações Unidas realizou uma reunião emergencial para discutir a operação militar americana que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. A sessão ocorreu nesta segunda-feira (5), dois dias após as forças dos Estados Unidos removerem Maduro do poder na Venezuela. O evento provocou reações divergentes entre potências mundiais e manifestação de preocupação do secretário-geral da ONU.

A reunião foi convocada após a operação americana realizada no sábado (3), que culminou na detenção de Maduro e sua esposa, Cilia Flores. António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, expressou apreensão sobre as possíveis consequências da ação militar.

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Rosemary DiCarlo, chefe de assuntos políticos da ONU, apresentou ao Conselho uma declaração de Guterres questionando a base legal da intervenção americana no direito internacional.

Em sua manifestação, Guterres afirmou: “Estou profundamente preocupado com a possível intensificação da instabilidade no país, o potencial impacto na região e o precedente que isso pode criar para a forma como as relações entre os Estados são conduzidas. Acolho com satisfação e estou pronto para apoiar todos os esforços que visem ajudar os venezuelanos a encontrar um caminho pacífico para o futuro”.

O representante russo na ONU condenou a operação americana. “Não há justificativa para os crimes dos EUA na Venezuela. Condenamos o ato de agressão armada dos EUA contra a Venezuela”, disse o enviado russo, que também classificou os americanos como “hipócritas e cínicos” e descreveu a ação como uma “operação criminosa para tomar os recursos energéticos”.

A China alinhou-se à posição russa durante a reunião. O representante chinês declarou estar “profundamente chocado” com os acontecimentos. “A China está profundamente chocada e condena veementemente os atos unilaterais, ilegais e de intimidação dos EUA“, afirmou.

Em contrapartida, o embaixador americano Mike Waltz defendeu a operação. Ele acusou Maduro de ser “um chefe narcoterrorista fugitivo” e o responsabilizou pela morte de milhares de americanos. Waltz também argumentou que Maduro era um presidente ilegítimo que manipulou o sistema eleitoral venezuelano por anos para se manter no poder.

O governo da Suíça emitiu ordem de congelamento de bens pertencentes a Maduro e seus aliados, medida que afeta 37 indivíduos. As autoridades suíças, no entanto, não divulgaram o valor total dos ativos congelados.

Leia mais: Presidente da Coreia do Sul diz que busca restauração total dos laços com a China em 2026

Segundo informações da agência Reuters, obtidas de um alto funcionário do Departamento de Estado americano, os Estados Unidos estão considerando reabrir sua embaixada em Caracas, capital venezuelana. Preparativos estão sendo realizados para uma possível reabertura da representação diplomática, caso o presidente Donald Trump opte por essa decisão.

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