23 países já aceitaram participar do “Conselho da Paz”, iniciativa criada pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump. O objetivo, segundo ele é supervisionar um governo transitório na Faixa de Gaza e consolidar o cessar-fogo na região.
A formalização do novo órgão internacional aconteceu na manhã desta quinta-feira (22/1) em Davos, na Suíca, durante o Fórum Econômico Mundial, com representantes de 19 países presentes na assinatura do documento constitutivo.
Segundo o documento assinado, Trump assumirá a presidência vitalícia da entidade e será o único integrante com poder de veto nas deliberações. O estatuto estabelece tabém uma contribuição financeira de US$ 1 bilhão para as nações que desejarem fazer parte da organização.
A lista dos 23 países que já aceitaram integrar o Conselho inclui Argentina, Israel, Hungria, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Turquia e Indonésia. Também confirmaram participação Armênia, Azerbaijão, Bahrein, Belarus, Bulgária, Catar, Cazaquistão, Egito, Jordânia, Kosovo, Marrocos, Mongólia, Paquistão, Paraguai, Uzbequistão e Vietnã. Representantes do povo palestino não foram incluidos no Conselho.
Donald Trumo convidou o presidente Lula para fazer parte do acordo no último sábado (17/1), mas o Palácio do Planalto ainda não confirmou a participação do Brasil no acordo.
Assinatura do acordo
A cerimônia de assinatura contou com a presença de líderes mundiais como o Rei do Bahrein, sheik Hamad Isa Al Khalifah, o presidente argentino Javier Milei e o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán. Belarus, Egito, Israel e Vietnã, apesar de terem confirmado adesão, não enviaram representantes ao evento.
França, Noruega, Eslovênia e Suécia já declararam oficialmente que não participarão da iniciativa. Outros oito países, incluindo Reino Unido, China, Alemanha, Itália, Rússia e Ucrânia, também foram convidados mas ainda não se manifestaram. Até o momento, nenhuma das grandes potências mundiais aderiu ao Conselho.
A criação deste órgão está vinculada ao plano de paz firmado entre Israel e Hamas em outubro de 2025. A proposta, divulgada pela Casa Branca em setembro, contém 20 pontos e estabelece Gaza como zona desmilitarizada sob administração de um comitê palestino tecnocrático e apolítico, que será supervisionado pelo conselho.
De acordo com o documento assinado hoje, o Conselho “ajudará a apoiar uma governança eficaz e a prestação de serviços de alto nível que promovam a paz, a estabilidade e a prosperidade do povo de Gaza”. O rascunho do estatuto defende a necessidade de “um organismo internacional de consolidação da paz mais ágil e eficaz” e menciona a “coragem de abandonar abordagens e instituições que falharam com demasiada frequência”.
Diplomatas e observadores internacionais questionam a legitimidade do novo órgão e a falta de representantes palestinos
