Assessores do presidente Lula da diplomacia brasileira avaliam que a União Europeia enfrenta um grande desafio diplomático devido a possíveis ações de Donald Trump relacionadas à Groenlândia, território pertencente à Dinamarca. A situação foi analisada pela colunista Daniela Lima durante participação no TMC 360 nesta segunda-feira (19/01).
A situação da União Europeia é gravíssima. Ou demonstra capacidade de se defender desse ataque especulativo de Donald Trump, que vem primeiro com o tarifaço.
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“A diplomacia brasileira não descarta o que eles têm chamado de uma ‘ação drástica’ de Donald Trump na Groenlândia. É o ‘diplomatiquês’ para não falar em ação bélica ou ocupação forçada. Estão desembarcando tropas da União Europeia na Groenlândia agora, inclusive a tropa real da Dinamarca”, explicou Daniela.
As fontes ouvidas pela colunista da TMC não descartam que o presidente dos Estados Unidos possa tomar uma “ação drástica” em relação ao território dinamarquês. A equipe de assessoria internacional do governo brasileiro monitora os desdobramentos com atenção.
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A tensão atual tem raízes na implementação de tarifas comerciais pelos Estados Unidos contra produtos europeus, medida que parece integrar uma estratégia mais ampla relacionada à Groenlândia. Este movimento ocorre enquanto o bloco europeu já lida com as consequências do conflito entre Rússia e Ucrânia iniciado em 2022.
“Trump está indo contra o continente que os EUA é aliado incontestável pelo menos desde o fim da Segunda Guerra Mundial […] A União Europeia entra com luz e a caldeirinha”, avaliou Daniela.
“Se a UE não conseguir se defender desse ataque especulativo de Donald Trump, ela estará sob ataque de duas das três maiores potências bélicas do mundo. De um lado, a Rússia, que está desde 2022 na Ucrânia, e do outro Trump, que vem sacudindo o bloco com esse desejo de ter a Groenlândia para os EUA.”
A crise, embora centrada na Europa, tem implicações geopolíticas globais que afetam também a América Latina e o Brasil. A Dinamarca, como país membro da União Europeia e controladora da Groenlândia, encontra-se especialmente vulnerável neste cenário.
Ainda não há clareza sobre qual será a resposta da União Europeia às ameaças de Trump, nem como a Dinamarca pretende defender sua soberania sobre a Groenlândia. Também permanece incerto se outras nações ou organizações internacionais intervirão na situação.
