Edmundo González, diplomata de 76 anos que disputou as eleições presidenciais venezuelanas, declarou-se presidente do país neste domingo (4). A reivindicação foi feita por meio de um vídeo publicado na rede social X. No mesmo dia, as Forças Armadas da Venezuela anunciaram reconhecer Delcy Rodríguez, vice de Nicolás Maduro, como presidente interina.
No vídeo divulgado, González solicita formalmente que os militares reconheçam os resultados das eleições de 2024, lembrando que o dever das Forças Armadas é manter lealdade ao povo venezuelano e à Constituição.
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O diplomata afirmou na gravação que “a pessoa que usurpou o poder já não está no país e está enfrentando a Justiça”. Ele acrescentou que a queda do que chamou de ditador representa um avanço importante, mas insuficiente, e pediu a libertação de presos políticos, aos quais se referiu como “reféns”.
A declaração de González ocorre em um cenário de disputa pelo poder na Venezuela. O diplomata se apresenta como vencedor legítimo do pleito realizado em 2024, enquanto os militares manifestaram apoio à vice-presidente Delcy Rodríguez para assumir interinamente o comando do país.
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González participou das eleições presidenciais como substituto de María Corina Machado, sua aliada política que foi impedida de concorrer pelo regime de Maduro.
A crise política na Venezuela se intensifica após as contestadas eleições de 2024. O país agora enfrenta declarações contraditórias sobre quem detém legitimamente o poder, com González reivindicando a presidência com base nos resultados eleitorais que alega ter vencido, enquanto os militares reconhecem Rodríguez como líder interina.
