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“Estados-membros da Otan teriam que defender a Dinamarca”, analisa Furriela

Professor de direito internacional participou nesta segunda-feira (19/01) do TMC 360

Por Redação TMC | Atualizado em
Câmera Fotográfica (Foto: Reprodução)

Professor de direito internacional, Manuel Furriela, participou nesta segunda-feira (19/01) do TMC 360 e analisou a ameaça de aumentar tarifas comerciais feita pelo presidente dos Estados Unidos aos países da Europa. “Donald Trump desde ano passado tem utilizado as tarifas para vários motivos. Um é para requalificar o comércio dos EUA com o mundo e outro motivo é para penalizar estados. Não é a prática aceitável dentro do direito internacional”, explicou.

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Sobre a situação na Groenlândia, o professor contextualizou sobre compra de territórios na história da geopolítica, mas ressaltou o ineditismo caso os Estados Unidos ataque a Dinamarca. “Vai ser um caso único no mundo. Atacar um membro do mesmo grupo de defesa da Otan, um aliado, um país europeu, vai ser inédito. Caso a decisão seja tomada, pela cláusula cinco da Otan, todos os outros estados-membros teriam que defender a Dinamarca, isso tá no próprio tratado. Sobre um resultado eu já tenho certeza, é a implosão da Otan”, afirmou.

Quando questionado sobre o Conselho da Paz de Gaza, que prevê um governo de transição, Furriela acredita que o processo teria que ter a liderança da ONU. “Esse tipo de agenda, de reconstrução de um estado, de um processo de pacificação e de estabelecimento de novas relações é papel de organizações multilaterais e não papel de estado ou de um país seguir por sua própria conta”, disse.

Veja a entrevista na íntegra:

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