EUA anunciam US$ 2 bi para combater fome e doenças em países prioritários

Departamento de Estado firma parceria com Nações Unidas para supervisionar novo modelo de assistência humanitária; Ucrânia, Congo, Nigéria e Sudão estão entre os beneficiários.

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: OCHA/Joel Opulencia)

Os Estados Unidos anunciaram um compromisso de US$ 2 bilhões para assistência humanitária a pessoas que enfrentam fome e doenças em mais de uma dúzia de países no próximo ano. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (29) em Genebra, como parte de um novo mecanismo de prestação de assistência desenvolvido em parceria com as Nações Unidas. A iniciativa surge após reduções na ajuda externa durante o governo Trump.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários supervisionará o novo modelo, segundo informações do Departamento de Estado. O mecanismo busca aumentar a eficiência no financiamento e na entrega da ajuda, além de melhorar a responsabilidade sobre o uso dos recursos.

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A iniciativa acontece em um momento de queda nas contribuições americanas para assistência humanitária. Dados da ONU mostram que o total de contribuições dos EUA para a organização diminuiu para aproximadamente US$3,38 bilhões em 2025, o que representa cerca de 14,8% da soma global. A redução é significativa em comparação aos US$14,1 bilhões do ano anterior e ao valor de US$17,2 bilhões registrado em 2022.

Representantes dos EUA e da ONU informaram que serão assinados 17 memorandos de entendimento com países identificados pelo governo americano como prioritários. Entre os beneficiários estão Ucrânia, República Democrática do Congo, Nigéria e Sudão, conforme indicado por um porta-voz da ONU.

Áreas consideradas prioritárias pela organização internacional, como Iêmen, Afeganistão e Gaza, não receberão financiamento dos EUA por meio deste novo mecanismo. Tom Fletcher, chefe de ajuda da ONU, afirmou que a organização buscará apoio de outros doadores para encontrar financiamento para essas regiões.

Jeremy Lewin, subsecretário de Estado para Assistência Estrangeira, Assuntos Humanitários e Liberdade Religiosa, explicou que outros países poderão ser incluídos futuramente no programa. “Esses são alguns países onde acho que nossos interesses se sobrepõem… Mas, com o passar do tempo, adicionaremos outros países com cuidado”, declarou Lewin.

Gaza será tratada em um caminho separado, segundo Lewin. Os EUA aprovaram mais de US$ 300 milhões após o governo do presidente Donald Trump ter mediado um cessar-fogo na região “para dar vazão às agências da ONU”. O subsecretário acrescentou que os Estados Unidos trabalharão para conseguir doadores adicionais para um mecanismo conjunto específico para Gaza na fase dois do acordo.

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A Alemanha e outros importantes doadores ocidentais também reduziram suas contribuições para priorizar o aumento dos gastos com defesa, o que provocou uma crise de financiamento para as Nações Unidas.

O novo formato representa uma reorganização na forma como os EUA distribuem ajuda internacional, em um contexto de redução nas contribuições americanas para operações humanitárias globais.

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