EUA destruíram bunker iraniano no Estreito de Ormuz, dizem militares

Ataque atinge bunker com mísseis de cruzeiro antinavio durante bloqueio de passagem estratégica responsável por 20% do petróleo mundial

Por Redação TMC | Atualizado em
Imagem de satélite do estreito de ormuz
Estreito de Ormuz. (Crédito: Reuters)

As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram ter destruído uma instalação militar iraniana no Estreito de Ormuz. O ataque ocorreu neste sábado (21/03). O bunker abrigava armamentos que “representavam um perigoso risco ao transporte internacional”, segundo o Comando Militar dos Estados Unidos (CentCom).

O Irã mantém fechada a passagem estratégica por onde transita um quinto do petróleo mundial.

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A operação aconteceu “no início da semana”. Aeronaves militares atingiram uma estrutura subterrânea na costa iraniana. O local armazenava mísseis de cruzeiro antinavio e equipamentos de lançamento móveis. O CentCom divulgou imagens do ataque.

O almirante Brad Cooper, comandante do CentCom, detalhou a extensão da operação. “Não apenas destruímos a instalação, como também destruímos locais de apoio de inteligência e repetidores de radar de mísseis que eram utilizados para monitorar os movimentos dos navios”, declarou. Cooper afirmou que a ação diminuiu a capacidade de Teerã de “ameaçar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz e em seus arredores”.

O líder supremo Mojtaba Khamenei não participou das festividades religiosas que marcaram o encerramento do Ramadã. O novo líder não fez aparições públicas desde que sucedeu seu pai, Ali Khamenei, falecido durante o conflito. Segundo a agência AFP, Mojtaba não compareceu às orações realizadas neste sábado em Teerã.

Bloqueio eleva preços do petróleo

O governo iraniano fechou o acesso ao Estreito de Ormuz em resposta a ataques ocorridos em 28 de fevereiro. A via marítima no Oriente Médio é rota para navios que transportam aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido globalmente. Cerca de um quinto do gás natural liquefeito mundial também circula pela região.

O barril do tipo Brent registrou valorização entre 30% e 40% nas últimas quatro semanas. O produto alcançou a cotação de aproximadamente US$ 105. Nações como Japão e França sinalizaram interesse em contribuir para a reabertura da rota estratégica.

O documento divulgado pelos países não detalha as formas específicas de auxílio ao Estreito de Ormuz. A declaração conjunta reconhece a liberação de reservas estratégicas de petróleo pelos Estados Unidos. O texto indica que os signatários “tomaremos outras medidas para estabilizar os mercados de energia, incluindo trabalhar com certos países produtores para aumentar a produção”.

Instalação nuclear atacada

A organização de energia atômica do Irã responsabilizou os Estados Unidos e Israel por ataques à instalação nuclear de Natanz. A estrutura abriga centrífugas destinadas ao enriquecimento de urânio. As autoridades iranianas informaram que não houve “vazamento de materiais radioativos” após os bombardeios.

O exército israelense declarou que “não está a par” do episódio envolvendo Natanz. A Rússia caracterizou as ações militares como “irresponsáveis”. Rafael Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, solicitou “moderação militar para evitar qualquer risco de acidente nuclear”.

Israel Katz, ministro da Defesa israelense, afirmou que as operações militares terão intensidade ampliada. “Não vamos parar até que todos os objetivos da guerra tenham sido alcançados”, declarou. Katz sinalizou que a força das ações “aumentará consideravelmente” nos próximos dias.

O presidente americano Donald Trump declarou que o país está “prestes a alcançar” seus objetivos militares. Trump rejeitou a possibilidade de cessar-fogo no momento atual. O conflito completou quatro semanas.

Leia mais: Israel promete intensificar ataques contra o Irã e indica nova escalada

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