O Departamento de Guerra dos Estados Unidos publicou um novo lote de arquivos desclassificados sobre Objetos Voados Não Identificados (OVNIs, na sigla em inglês), reunindo imagens e relatos de ocorrências registradas por militares e astronautas da Nasa. A divulgação faz parte da quarta etapa do programa Pursue, criado para centralizar e tornar públicos documentos governamentais relacionados a esses casos.
Entre os materiais divulgados está um vídeo de 21 segundos, gravado em 2015 no leste dos Estados Unidos por um sensor infravermelho instalado em uma plataforma militar. As imagens mostram um objeto realizando um deslocamento em alta velocidade, considerado incomum, o que chamou a atenção dos analistas responsáveis pela investigação.
Segundo o governo americano, o registro foi encaminhado à antiga Força-Tarefa de Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPTF) e, posteriormente, transferido ao Escritório de Resolução de Anomalias de Todos os Domínios (AARO), em 2022. As autoridades informaram ainda que o arquivo havia sido digitalmente alterado antes de chegar ao órgão responsável e que, na época do registro, ainda não existiam protocolos padronizados para o tratamento desse tipo de evidência.
Além do vídeo, o governo também divulgou três fotografias feitas por astronautas da Nasa durante a missão STS-80, realizada a bordo do ônibus espacial Columbia entre 19 de novembro e 7 de dezembro de 1996. Nas imagens, um objeto não identificado aparece em órbita baixa da Terra em diferentes posições ao longo da sequência de registros. De acordo com a análise oficial, o objeto teria continuado sua trajetória entre o Columbia e o planeta, mas sua natureza não foi determinada.
O novo lote de documentos também inclui relatos recentes. Em um dos casos, ocorrido em julho de 2025, uma testemunha afirmou ter observado uma intensa luz brilhante pairando a cerca de 7,5 metros do solo no quintal de uma residência, no nordeste dos Estados Unidos. O fenômeno teria sido presenciado também pelo companheiro da testemunha após ambos saírem para verificar a origem da luz.
Apesar da divulgação dos registros, o governo dos Estados Unidos reforçou que nenhum dos casos apresentados teve sua origem identificada. As autoridades também destacaram que não há evidências que permitam concluir que os objetos tenham procedência extraterrestre.
Segundo o Departamento de Guerra, novos documentos deverão ser publicados gradualmente como parte do programa Pursue, desenvolvido em parceria com o Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI). A iniciativa busca ampliar a transparência sobre investigações envolvendo fenômenos aéreos ainda sem explicação oficial.




