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EUA punem Irã e Venezuela por comércio de drones

Departamento do Tesouro estadunidense puniu 10 pessoas e empresas envolvidas em transferência de tecnologia militar

O governo dos Estados Unidos aplicou sanções contra dez pessoas e diversas empresas do Irã e da Venezuela envolvidas no comércio de drones militares e no programa de mísseis balísticos iraniano. A medida foi anunciada nesta terça-feira (30/12) pelo Departamento do Tesouro americano. Na véspera, o presidente Donald Trump havia declarado que poderia realizar novos bombardeios contra o Irã.

As autoridades norte-americanas justificaram a decisão afirmando que as atividades dessas entidades representam ameaça tanto para cidadãos americanos quanto para aliados no Oriente Médio. Segundo o Tesouro, as sanções visam reforçar medidas já impostas pelas Nações Unidas contra o Irã por seu programa nuclear, embora Teerã insista que suas atividades nucleares têm propósitos pacíficos.

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A ação faz parte da política de “pressão máxima” que Trump retomou em fevereiro deste ano contra o Irã. Esta estratégia tem como principal objetivo impedir o desenvolvimento de armas nucleares pelo país, conforme explicado pelo governo americano.

Entre os alvos das sanções estão uma empresa venezuelana e seu presidente, acusados de adquirir drones iranianos. A lista inclui também três cidadãos iranianos ligados a tentativas de compra de produtos químicos utilizados na fabricação de mísseis balísticos.

As medidas foram implementadas após uma série de confrontos entre Israel e Irã ocorridos este ano. Em junho, os EUA lideraram ataques contra três instalações de enriquecimento nuclear iranianas, após uma semana de conflito aberto entre os dois países do Oriente Médio. O confronto começou depois que Israel atacou estruturas nucleares e militares do Irã.

Na prática, as sanções bloqueiam todos os bens que os alvos possuem nos Estados Unidos e proíbem que cidadãos norte-americanos mantenham qualquer tipo de negócio ou realizem operações financeiras com as pessoas e empresas sancionadas.

O Departamento do Tesouro não divulgou detalhes sobre quais outras empresas, além da venezuelana mencionada, estão na lista de sanções, nem os nomes específicos de todos os indivíduos sancionados.

Leia mais: Irã propõe diálogo após protestos contra crise econômica

Trump indicou que os Estados Unidos podem realizar novos ataques militares caso o Irã tente reconstruir seu programa nuclear. Esta declaração foi feita durante encontros com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Flórida, nesta semana.

John K. Hurley, subsecretário do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira, afirmou: “O Tesouro está responsabilizando Irã e Venezuela pela proliferação de armas ao redor do mundo“. Ele acrescentou que os EUA continuarão atuando para impedir que envolvidos no complexo militar iraniano tenham acesso ao sistema financeiro americano.

Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado, declarou que o Irã continua violando restrições impostas pela ONU. Segundo ele, o fornecimento de armas convencionais para a Venezuela representa uma ameaça aos interesses dos Estados Unidos na região.

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