EUA liberam RD Congo para Copa 2026 mesmo com surto de ebola no país

Jogadores congoleses terão protocolos de teste e isolamento, mas torcedores seguem impedidos de entrar nos Estados Unidos

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(FOTO: Reprodução/FecofaRDC)

A seleção da República Democrática do Congo recebeu autorização especial do governo americano para disputar a Copa do Mundo de 2026, mesmo com as restrições impostas pelo surto de ebola que atinge o país africano. A confirmação veio de um funcionário do Departamento de Estado dos EUA, que falou sob condição de anonimato.

“Esperamos que a equipe da RDC possa comparecer à Copa do Mundo”, afirmou o representante norte-americano. Segundo ele, os jogadores passarão pelos mesmos procedimentos sanitários aplicados a cidadãos americanos e residentes permanentes que retornam de áreas afetadas.

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Protocolos especiais para atletas

A delegação congolesa será submetida a testes rigorosos e período de isolamento antes das partidas em solo americano. “Estamos trabalhando para incluí-los no mesmo protocolo de testes e isolamento aplicado a cidadãos norte-americanos que retornam e a residentes permanentes”, explicou o funcionário.

A exceção, porém, não vale para torcedores. Qualquer pessoa que tenha estado na RDC, Uganda ou Sudão do Sul nas três semanas anteriores à viagem continua impedida de entrar nos Estados Unidos, a menos que seja cidadão ou residente permanente do país.

Retorno histórico após meio século

A participação na Copa marca o retorno da RDC ao torneio depois de 52 anos. A última vez que o país disputou um Mundial foi em 1974, quando competiu sob o nome de Zaire.

No sorteio, a seleção africana ficou no Grupo K ao lado de Portugal, Colômbia e Uzbequistão. A estreia acontece em 17 de junho contra os portugueses, em Houston. Depois, enfrenta os colombianos no dia 23 de junho, em Guadalajara, e fecha a fase de grupos contra o Uzbequistão em 27 de junho, em Atlanta.

Surto pode ser maior que o divulgado

Enquanto a contagem oficial aponta cerca de 600 casos suspeitos e 130 mortes, uma análise conjunta do Imperial College de Londres e da Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que o surto pode ter alcançado mil casos.

A OMS já declarou a situação como emergência de saúde pública internacional. Em resposta, autoridades americanas implementaram controles reforçados em aeroportos para passageiros vindos das regiões afetadas.

Seleção treinava na Europa

Segundo uma autoridade norte-americana que também falou anonimamente, a seleção da RDC estava realizando preparação na Europa quando as restrições foram anunciadas. Isso pode ter facilitado a concessão da exceção, já que os jogadores não estavam em território congolês no período crítico de 21 dias estabelecido pelas normas sanitárias.

A medida permite que o time africano dispute o torneio, mas mantém a barreira para a torcida que gostaria de acompanhar a equipe nos estádios americanos.

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