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EUA poderá escoltar navios petroleiros no Estreito de Ormuz após ameaça do Irã

Marinha americana pode atuar na região que concentra um quinto do petróleo mundial, anunciou Trump nesta terça-feira após governo iraniano ameaçar fechar passagem estratégica

Por Redação TMC da TMC São Paulo e Brasília | Atualizado em
Donald Trump durante discurso no Fórum Econômico Mundial (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)
Câmera Fotográfica Foto: Jonathan Ernst/Reuters

A Marinha dos Estados Unidos poderá escoltar navios petroleiros no Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump fez o anúncio nesta terça-feira (03/02), por meio da rede Truth Social. A declaração ocorre um dia após o governo iraniano informar o fechamento do estreito e ameaçar atacar embarcações que tentem atravessar a região.

Trump determinou que a Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) ofereça seguro contra risco político e garantias financeiras para todo o comércio marítimo que transite pelo Golfo. As medidas entram em vigor “com efeito imediato”. O presidente afirmou que o custo será “muito razoável”.

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“Se necessário, a Marinha dos Estados Unidos começará a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz o mais rápido possível. Aconteça o que acontecer, os Estados Unidos garantirão o livre fluxo de energia para o mundo”, declarou Trump. O presidente destacou que o poder econômico e militar americano é “o maior da Terra”.

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou na segunda-feira (02/03) o fechamento do Estreito de Ormuz. O governo iraniano afirmou que poderá atacar embarcações que tentem atravessar a rota. Autoridades militares dos Estados Unidos informaram que a via marítima não está oficialmente bloqueada.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. A faixa estreita de mar conecta os grandes produtores do Golfo — como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos — ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo passa pela região.

Preços do petróleo disparam

Os preços do petróleo subiram nesta terça-feira. O barril do Brent para entrega em maio avançava 8,43% durante a manhã, cotado a US$ 84,29. Às 15h, a alta desacelerava para 7,04%. O preço estava em US$ 83,21.

O petróleo americano West Texas Intermediate (WTI), com vencimento em abril, avançava 8,79%. O barril era negociado a US$ 77,49.

A escalada de declarações teve impacto imediato nos mercados internacionais. Investidores e governos acompanham a situação devido aos possíveis reflexos sobre combustíveis, transporte e inflação. Qualquer interrupção no tráfego na região pode reduzir a oferta global e pressionar ainda mais os preços da commodity.

As medidas de seguro contra risco político e garantias financeiras oferecidas pela DFC estarão disponíveis a todas as companhias de navegação. Trump afirmou que novas ações poderão ser anunciadas. O presidente não especificou quais seriam essas medidas.

Leia mais: Trump diz que destruiu “praticamente tudo” no Irã e promete novos ataques

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