Explosões foram registradas neste domingo (12/07) nas cidades iranenses de Bandar Abbas e Ilha de Qeshm, no sul do Irã, de acordo com a Al Jazeera. Trata-se da quinta rodada de bombardeios americanos contra o país desde que o conflito no Oriente Médio começou a se intensificar.
O Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou as operações, declarando que a finalidade é diminuir a capacidade do Irã de “atacar marinheiros civis e navios comerciais que transitam livremente pelo Estreito de Hormuz”.
Pelo canal estratégico, transita aproximadamente 30% de todo o petróleo consumido globalmente, o que faz com que qualquer instabilidade na região repercuta diretamente nos preços de energia e combustíveis ao redor do mundo.
Em entrevista à NBC, o presidente americano Donald Trump afirmou que os EUA bombardearam o Irã. Segundo Trump, os ataques foram feitos até o fim.
Irã anuncia fechamento do Hormuz, EUA contestam
Antes desta nova rodada de bombardeios, forças iranianas haviam disparado tiros de advertência contra uma embarcação que navegava sem autorização pelo Estreito de Hormuz. Washington utilizou o episódio como justificativa para desencadear a nova onda de ataques.
Após os bombardeios, a mídia estatal iraniana informou que Teerã anunciou o fechamento temporário do Estreito de Hormuz. O governo americano, porém, afirmou que a via segue livre para a passagem de embarcações — uma contradição direta entre as versões dos dois lados.
A mesma mídia estatal iraniana relatou que mortes e grandes danos estruturais não foram registrados nos locais atingidos. As localizações exatas dos alvos não foram divulgadas.
Alertas aos vizinhos do Golfo
O Irã também enviou alertas a países vizinhos do Golfo Pérsico, segundo a mídia estatal iraniana. A mensagem, conforme as informações disponíveis, seria contra o uso de territórios da região para apoiar os ataques americanos.




